Ditadura Assassina À Luz Do Dia

Abomino a bajulação criminosa. A bajulação induzida. A bajulação traidora, principalmente dos pseudo-intelectuais, que pululam, criminosamente, na comunicação social pública como apologistas da morte.
Estes comentadores, sem higiene intelectual, envergam a partidocracia, nas suas análises, ao ligarem o cérebro ao intestino grosso, quando têm de abordar a fome, miséria, sevícias, desemprego e discriminação a que os autóctones estão votados, pelo sistema.
São defensores dos efeitos e traidores das causas, que deram origem ao caos, em defesa da vida.
Os come(m)tadores MENTEM despudoradamente.
Os governantes igualmente, tudo em nome de uma abjecta cartilha vermelha, que abomina a verdade!
Não houve vandalismo. Quem o diz é a Lei 13/24 de 29 de Agosto, apressadamente, elaborada e aprovada, pela bancada do MPLA, para intimidar a UNITA (oposição) e a Sociedade Civil apartidária, no art.º 1:”A presente Lei estabelece o regime jurídico-penal aplicável aos actos contra a segurança e a integridade dos bens e serviços públicos”.
O sublinhado é nosso, logo é do mais estranho analfabetismo político jurídico ouvir, ministros, deputados, governadores falar em vandalismo, quando 99% dos bens destruídos, roubados e furtados, são privados, com cobertura de seguros, logo sem enquadramento na Lei dos Crimes de Vandalismo contra os Bens Públicos.
Por excesso poder-se-á alocar ao conceito, 1,03% (insignificante), na al.ª c) do art.º 3.º da lei atrás citada:” «Destruição» – inutilização total ou parcial das componentes de um bem público ou de um serviço público”.
Isso relativo ao autocarro da TCUL (empresa pública de transportes)…
Portanto sobre vandalismo, estamos entendidos. A lei afasta os bens privados e de privados.
O regime não conseguirá, tenta, transformar uma deslavada mentira em verdade…
O maior protesto espontâneo desde 1975, organizado pelo exército dos famintos e excluídos, teve e tem um culpado: o regime do MPLA! Logo, o Titular do Poder Executivo, não pode eximir-se de culpas. Atribuir “belicamente”, responsabilidades a terceiros é um acto vil e covarde.
É hora de se ter vergonha e pararem de continuar a MENTIR, quando a Constituição atípica, exclusivamente, por vós aprovada e o Código Penal, que dão substância justificativa-material aos protestos, vos desmente. Art.º 30.º (Direito à vida) CRA: “O Estado respeita e protege a vida da pessoa humana, que é inviolável”, conjugado com o art.º 21.º CRA, nas alíneas d): “Promover o bem-estar, a solidariedade social e a elevação da qualidade de vida do povo angolano, designadamente dos grupos populacionais mais desfavorecidos” e e) “Promover a erradicação da pobreza”.
Nenhum destes postulados o MPLA, os seus dirigentes, governantes e deputados têm cumprido.
E tem mais, a sacanagem de certos deputados, coadjuvada por governantes, parece não ter limites, pois em nenhum momento reconhecem a incompetência e analfabetismo que grassa no seu interior e levou a esta explosão popular, para não morrer de fome. Fome, sim.
Logo, os roubos e furtos, não sendo de apoiar, constituem, pela grandeza dos atingidos; 20 milhões de pretos pobres, acção desculpável, ante o bem maior, vida!
O Código Penal no art.º 32.º é peremptório: “Não é ilícito o facto praticado como meio adequado para afastar um perigo actual que ameace interesses juridicamente protegidos do agente ou de terceiro, quando se verifiquem os seguintes requisitos: a) Não ter sido voluntariamente criada pelo agente a situação de perigo, salvo tratando-se de proteger o interesse de terceiros”.
Ora o bem maior vida estava e continua ameaçado e a persistir os altos preços da cesta básica e o IVA, que engorda em “prima facie” os nababos da AGT, continuamos sob um barril de pólvora, por mais prisões e assassinatos que façam e cometam.
E o n.º 1 do art.º 37.º CP é letal: “Age sem culpa quem praticar um facto ilícito adequado a afastar um perigo, não removível de outro modo, que ameace a vida, a integridade física, a honra ou a liberdade do agente ou de terceiro, quando não for razoável exigir dele, segundo as circunstâncias do caso, comportamento diferente”.
Pelo atrás vertido não é despiciendo, os magistrados, atirarem para a sarjeta, em nome da honra, a partidocracia anti-povo, fazendo uma distinção entre um bem material, móvel ou imóvel, reparável e o bem vida, irreparável.
A fome é a base de todos os problemas, com a agravante do MPLA e dirigentes, declaradamente, combater os pobres e não a pobreza. E, chegados a este patamar estão criadas as condições objectivas e subjectivas para a ruptura, se nada de humilde for feito, com carácter de urgência…
Finalmente, contra todas as ameaças de prisão, de morte, que já levaram ao roubo de instalações do Folha 8/TV8, por oficiais da Polícia Nacional, identificados, autênticos delinquentes fardados, queimado instalações, clonando e roubando as minhas contas bancárias, surripiando todos os valores financeiros, jamais me ajoelharei ou serei covarde diante de assassinos, ditadura e ditadores.
Eu defendo a justiça. Não defendo ilícitos e a ilicitude. Opção pioneira do regime.
Eu defendo a vida. Jamais a morte, que é a lógica do MPLA/2017.
Eu defendo a justiça dos bons. Contra a injustiça dos brutos, quais vampiros do século XXI…


