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Esta informação foi citada pela Lusa que reproduz um comunicado da ONG onde se pode verificar que a taxa de letalidade nas crianças é "significativamente" maior do que a actual taxa de letalidade do vírus, que se fixa nos 48%.
No mesmo documento, a Save the Children reporta igualmente que desde o dia 15 de Maio pelo menos 2.071 menores contraíram a doença enquanto 961 crianças morreram, perfazendo um total de quase uma em cada duas infectadas.
A organização humanitária adianta que a epidemia cresceu quase um quarto em pouco mais de três semanas, avançando de 6.604 casos confirmados para 8.116 até ao final de Setembro.
O último balanço oficial das autoridades congolesas fixa agora o total em 8.224 infectados e 3.982 mortes. Conforme tem estado a ser avançado pelo *Novo Jornal,*este surto já é o segundo mais mortífero da história global da doença.
A Save the Children diz também que, fora dos centros de tratamento, a crise humanitária agrava-se com o registo de pelo menos 180 crianças que perderam ambos os pais ou cuidadores principais devido ao Ébola.
Neste momento, o surto afecta 63 zonas de saúde distribuídas por sete províncias da RDC, incluindo Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul e Ubangi do Sul.
É ainda uma doença que está a ser monitorizada atentamente pelas autoridades sanitárias locais que têm tentado mitigar o impacto do vírus para o qual não há vacina ou tratamento específico aprovado até ao momento.
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