A Educação e a Alimentação e bebidas não alcoólicas foram as classes que mais se destacaram no aumento dos preços em Angola durante o mês de Setembro, apesar da desaceleração da inflação homóloga para 8,43%, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o relatório do INE, a classe da Educação registou a maior variação homóloga, com 18,53%, numa altura marcada pela abertura de mais um ano lectivo. Já os preços da Alimentação e bebidas não alcoólicas aumentaram 9,54% face ao mesmo período de 2025.
Embora a inflação tenha recuado 0,36 pontos percentuais em relação a Agosto, a evolução dos preços nestas duas classes continua a representar um desafio para as famílias, sobretudo nas despesas com a formação escolar e a aquisição de produtos alimentares.
Os dados oficiais indicam que a Alimentação e bebidas não alcoólicas foi a classe que mais contribuiu para o aumento geral dos preços, com 5,77 pontos percentuais. Seguiram-se a Saúde, com 0,39 pontos percentuais, os Bens e serviços diversos, com 0,38, e a Educação, com 0,37 pontos percentuais.
Além destas classes, o INE registou aumentos homólogos de 9,10% nas Bebidas alcoólicas e tabaco e na Saúde, bem como de 9,07% na classe da Habitação, água, electricidade e combustíveis.
Na comparação com Setembro de 2025, a inflação homóloga caiu de 18,16% para 8,43%, uma redução de 9,73 pontos percentuais. Desde Julho de 2026, Angola mantém a taxa de inflação abaixo dos 10%.
A nível provincial, o Cuando Cubango apresentou a maior variação do nível geral de preços, com 11,26%, seguido da Lunda Sul, com 10,68%, e de Malanje, com 10,51%. O Cuanza Norte registou a menor variação, com 5,65%, seguido do Huambo, com 6,19%, e da Lunda Norte, com 6,48%.
Os dados mostram que a desaceleração da inflação não significa uma redução generalizada dos preços, mas sim um abrandamento do ritmo a que estes aumentam. A Educação e a Alimentação continuam entre as classes que merecem maior atenção pelo seu impacto nas despesas das famílias.




