Ganda - A implementação do projecto de electrificação do município da Ganda, na província de Benguela, cuja conclusão está prevista para 2027, deverá permitir poupar 960 mil litros de combustível/ano, o equivalente a 403 milhões e 200 mil kwanzas.
Ganda - A implementação do projecto de electrificação do município da Ganda, na província de Benguela, cuja conclusão está prevista para 2027, deverá permitir poupar 960 mil litros de combustível/ano, o equivalente a 403 milhões e 200 mil kwanzas.
Para o efeito, estão em curso as obras do projecto de construção e colocação em serviço da linha de transporte de energia eléctrica de 220 quilovolts (kV) e subestações associadas Lomaúm-Huambo, incluindo uma nova subestação 220/60 quilowatts e 60/30 kW no município da Ganda, tendo em vista a electrificação desta localidade.
A empreitada, com um prazo de execução de 24 meses, foi consignada à empresa Elecnor, com fiscalização da Dar Africonsult, devendo criar cerca de 800 postos de trabalho directos durante a fase de construção.
O projecto, promovido pelo Ministério da Energia e Águas (MINEA), através da Rede Nacional de Electricidade (RNT-E.P.), está orçado em mais de 89 milhões de euros, financiados pelo banco Crédit Agricole CIB, no âmbito da cooperação económica entre Angola e o Reino Unido.
Falando aos jornalistas sobre o projecto, lançado recentemente, o administrador municipal da Ganda, Francisco Prata, sinalizou o impacto positivo da electrificação da localidade, numa altura em que, segundo o próprio, há uma necessidade de consumo de 80 mil litros por mês, o que corresponde a 960 litros/ano.
O administrador da Ganda assinalou que, neste momento, o principal desafio passa pelo fornecimento de combustível aos grupos geradores responsáveis pelo abastecimento de electricidade na sede municipal, embora com algumas restrições.
"Portanto, vocês sabem, há algumas dificuldades nesse aspecto, mas resolvido. Assim, o município da Ganda pode continuar a funcionar normalmente, as suas instituições, a população a beneficiar desse grande bem", salientou.
Para o responsável, a electrificação definitiva da Ganda vai permitir poupar avultados recursos financeiros, gastos actualmente em combustíveis para os grupos geradores que asseguram o fornecimento de electricidade
Na prática, disse, com a energia limpa através da linha de eletricidade Lomaúm-Huambo, a Administração Municipal deixará de gastar imenso combustível, de modo que "aquilo que estava alocado para o combustível pode reverter para outros sectores".
O administrador recordou que a Ganda é um município essencialmente agrícola, daí que a energia eléctrica represente um grande passo para o relançamento da indústria transformadora da produção que sai do campo.
"Se temos agricultura a funcionar, há que criar indústrias para poder transformar a produção", referiu, frisando a chegada da energia eléctrica como um grande sonho e um momento de alegria, mas, sobretudo, a esperança de melhores dias para a juventude.
Desenvolvimento económico
Francisco Prata vê, por outro lado, no projecto de electrificação da Ganda como a mola impulsionadora do desenvolvimento socioeconómico desta circunscrição.
"Esta obra representa o fim da escuridão e o início de um novo tempo. Representa energia estável para as nossas escolas, centros de saúde, comércio, agricultura e para as casas das nossas famílias", notou.
Desta forma, o administrador municipal exaltou o lançamento do projecto na zona do Cachimbango, um sinal do compromisso do Executivo com o desenvolvimento do interior e com a melhoria da qualidade de vida do povo da Ganda.
Por fim, agradeceu, em nome da população da Ganda, o Ministério da Energia e Águas e o Governo Provincial de Benguela pela implementação do projecto, que espera traga mais progresso e esperança para o município.
Quando for concluída a construção da linha de transporte de energia de 220 quilovolts (kV) Lomaúm-Huambo, mais de 40 mil famílias do município da Ganda vão beneficiar de electricidade.
Com foco na interligação eléctrica entre as províncias de Benguela e do Huambo, o projecto contempla a construção de duas linhas de transporte de energia, sendo a primeira de 220 kV entre Lomaúm e Ganda, com aproximadamente 37,56 quilómetros de extensão e 85 torres, e a segunda entre Ganda e Belém, no Huambo, com 117,4 quilómetros e 250 torres.
A par disso, está igualmente prevista a construção de uma nova subestação Ganda Ganda 60/30 kV, bem como a adequação da subestação do Aproveitamento Hidroeléctrico de Lomaúm, de modo a permitir a recepção da nova linha. JH/CRB




