Benguela - Cerca de cem contadores de água do sistema pré-pago vão começar a ser montados, pela primeira vez, na província de Benguela, anunciou o Presidente do Conselho de Administração da Empresa local de Águas e Saneamento, Tanislau Soares.
Benguela - Cerca de cem contadores de água do sistema pré-pago vão começar a ser montados, pela primeira vez, na província de Benguela, anunciou o Presidente do Conselho de Administração da Empresa local de Águas e Saneamento, Tanislau Soares.
Em declarações à imprensa, esta quarta-feira, o PCA precisou que a empresa tem em curso um projecto piloto para o início da montagem, dentro de duas semanas, dos primeiros cerca de 100 contadores pré-pagos num ponto a definir do município do Lobito.
"Já se fez um teste piloto e nas próximas duas semanas esta questão da implementação dos contadores estará em curso, numa primeira fase no município do Lobito", disse.
Tanislau Soares acrescentou que, actualmente, decorrem trabalhos de alinhamento com as administrações municipais, no âmbito da implementação destes contadores, para que haja uma concertação antes de qualquer actuação no terreno.
O PCA considera ainda que a montagem de contadores pré-pagos é um dos mecanismos para que, paulatinamente, se consiga mitigar a questão do pagamento das dívidas dos clientes, bem como dar autonomia aos utentes para a gestão e consumo individual da água.
Sem avançar o valor da dívida que os clientes têm com a empresa, o responsável sustentou que os valores são muitos altos e engloba também de empresas públicas e privadas.
"A área comercial tem estado a trabalhar para aferir a dívida real, assim como mensurar o número de clientes existente na base de dados, através do processo de recadastramento em curso", notou.
Segundo Tanislau Soares, a empresa está empenhada em ultrapassar a problemática do não pagamento das facturas, através de estratégias de comunicação, campanhas de sensibilização e mobilização para que os munícipes recuperem a cultura do pagamento do consumo de água.
"Recordamos que a água, para chegar às torneiras dos cidadãos, é fundamental passar por um processo com custos operacionais que devem ser repostos, para que o serviço se mantenha funcional", frisou.
Por outro lado, deu a conhecer que, em termos de produção, distribuição e investimentos, a empresa está em bom ritmo, com projectos estruturantes e ambiciosos em curso que darão maior dinâmica à província de Benguela.
Destacou o projecto do canal da açucareira, com cerca de sete quilómetros, que vai aumentar a produção ao nível da estação de bombagem de água bruta, a conduta de 1.200 quilómetros que também acrescentará a captação da ETA Luhongo e produzirá mais água para os municípios do litoral da província.
Revelou que a empresa tem os seus parceiros e o consórcio, que têm estado a trabalhar aproximadamente há três anos e que dentro das benfeitorias já se sente os efeitos nas comunidades, no que toca à melhoria na qualidade e na distribuição de água.
"Continuaremos a trabalhar para que os indicadores continuem a subir", enfatizou o dirigente, que reconhece haver dificuldades, mas afirma que as metas diárias incentivam a continuar para que os efeitos deste investimento sejam sentidos nas comunidades. ICA/CRB




