Empresa Konda Marta rejeita acusações contra PCA e atribui campanha a disputa relacionada com terrenos

Luanda – A direcção da empresa Konda Marta II veio a público rejeitar as acusações divulgadas nas redes sociais e em algumas plataformas digitais que envolvem o Presidente do Conselho de Administração (PCA), Daniel Afonso Neto, classificando-as como falsas, caluniosas e difamatórias.
As publicações em causa alegam que o gestor manteria relações amorosas com funcionárias e camponesas ligadas à empresa, bem como utilizaria recursos financeiros da organização para fins pessoais. A empresa nega as acusações e sustenta que as informações fazem parte de uma campanha destinada a prejudicar a sua imagem institucional e a reputação do seu principal responsável.
Segundo uma fonte da Konda Marta II, a divulgação das alegadas denúncias ocorre num contexto de disputa relacionada com terrenos ocupados por camponesas associadas à empresa. A mesma fonte refere que recentes decisões de órgãos judiciais e administrativos terão favorecido a sociedade, incluindo a restituição provisória da posse de determinados terrenos por decisão do Tribunal da Comarca de Luanda e a emissão de licenças de construção e vedação pelo Governo Provincial de Luanda.
De acordo com a versão apresentada pela empresa, estas decisões teriam provocado descontentamento entre indivíduos que contestam a posse dos referidos terrenos, levando ao surgimento de novas ações destinadas a atingir a administração da sociedade.
A fonte aponta ainda o nome de Armando Macuti, identificado como alegado esposo de Joana Miguel Magita, directora da Área Operativa da empresa, como uma das pessoas envolvidas nas acusações. Segundo a empresa, Armando Macuti terá afirmado, perante advogados da sociedade, que se encontrava separado da referida dirigente há vários anos, circunstância que, segundo a mesma fonte, não impediria o exercício das suas funções profissionais.
A Konda Marta II sustenta igualmente que as publicações contra o PCA surgiram após divergências internas relacionadas com processos disciplinares e questões laborais envolvendo a directora da Área Operativa. A empresa alega que determinados grupos e indivíduos estariam a promover conteúdos considerados ofensivos à honra e ao bom nome dos seus responsáveis.
Entre os alegados envolvidos, a fonte menciona membros ou familiares de efectivos de diferentes órgãos de segurança e investigação do Estado. Contudo, até ao momento, não foram apresentados elementos públicos que permitam confirmar de forma independente essas alegações.
Não foi possível obter, até à data, a versão das pessoas citadas pela empresa relativamente às acusações formuladas. Também não são conhecidas decisões judiciais transitadas em julgado que confirmem as alegações divulgadas nas redes sociais contra Daniel Afonso Neto ou que comprovem as acusações feitas pela empresa contra os seus alegados detractores.
O caso continua a gerar debate nas plataformas digitais, enquanto a Konda Marta II reafirma a sua intenção de recorrer aos mecanismos legais para defender a reputação da empresa e dos seus dirigentes.


