O empresário ligado ao agronegócio, Fidelino Queiroz, defende a criação de mais oportunidades e melhores condições no meio rural para incentivar os jovens a permanecerem ou regressarem ao campo.
Em declarações, esta terça-feira, 9, ao programa “O Dia em Análise”, da Rádio Correio da Kianda, Fidelino Queiroz alertou que a saída dos jovens para as cidades está a deixar as zonas rurais cada vez mais vazias e entregues, sobretudo, às pessoas mais velhas.
O empresário entende que é necessário investir no agronegócio e criar condições que permitam aos jovens encontrar no campo emprego, rendimento e melhores perspectivas de vida.
Para Fidelino Queiroz, as políticas de fixação da população no meio rural precisam de sair do discurso e produzir resultados concretos.
“É preciso criar a atractividade para que se volte para o campo. Essa fixação rural que tanto se fala não existe na prática”, afirmou.
O empresário considera ainda que o movimento migratório deve ser invertido, para que o campo volte a ter uma população jovem capaz de dinamizar a produção agrícola.
No mesmo debate, o jurista e empresário Francisco Nduli apontou a falta de disciplina e possíveis conflitos de interesse na legislação como alguns dos problemas que dificultam o desenvolvimento económico do país.
Francisco Nduli questionou a participação de pessoas ligadas ao comércio na definição de leis que regulam a própria actividade económica.
O jurista destacou também o investimento realizado pelo Executivo no Canal do Cafu, defendendo maior organização no acesso às terras do perímetro irrigado.
Segundo Francisco Nduli, é necessário garantir que as terras sejam entregues a produtores com capacidade e interesse em produzir, numa altura em que Angola procura aumentar a produção nacional e reduzir as dificuldades no acesso aos alimentos.



