Os profissionais de enfermagem da província do Bengo estão em greve desde a manhã desta segunda-feira, 14, numa paralisação que está a condicionar o normal funcionamento dos serviços de saúde.
Entre as principais reivindicações estão melhores condições de trabalho, remuneração justa, pagamento dos subsídios relacionados com a Covid-19, atribuição de terrenos e transportes, além do reforço do número de profissionais para garantir um atendimento adequado à população.
Segundo informações recolhidas no local, as consultas e outros serviços estão limitados, estando a ser priorizados os casos mais graves e as situações de urgência.
O secretário provincial do Sindicato Nacional dos Enfermeiros de Angola, SINDEA, Paulo Chindumbo, denuncia alegadas detenções de sindicalistas durante o exercício da greve, embora não tenha avançado detalhes sobre o número de pessoas supostamente detidas ou as circunstâncias em que terão ocorrido as detenções.
O sindicalista garante que a organização está aberta ao diálogo e afirma que a paralisação regista uma adesão considerável. A greve deverá prolongar-se por três dias.
“Temos informações de que estão detidos alguns colegas, mas nós vamos apurar e divulgar à comunicação social. Esta greve serve apenas como pressão ao Governo, e nós estamos no nosso direito”, afirmou Paulo Chindumbo.
Em reacção, o Governo do Bengo reafirma que a greve é ilegítima e considera que a paralisação é motivada por razões inconfessas.
O director provincial da Saúde, Matondo Alexandre, afirma que as reivindicações apresentadas até ao momento são de natureza administrativa e não dependem directamente do Governo do Bengo, estando, segundo o responsável, a ser analisadas a nível superior.




