Luena – A Empresa Pública de Águas e Saneamento do Moxico (EPAS/Moxico) retomou, quinta-feira, o abastecimento intermitente de água ao Luena, para garantir serviços mínimos, apesar da greve dos trabalhadores, que exigem 15 meses de salários em atraso.
Luena – A Empresa Pública de Águas e Saneamento do Moxico (EPAS/Moxico) retomou, quinta-feira, o abastecimento intermitente de água ao Luena, para garantir serviços mínimos, apesar da greve dos trabalhadores, que exigem 15 meses de salários em atraso.
A informação foi avançada hoje à ANGOP pelo porta-voz dos grevistas, Jorge Evaristo, no quarto dia da paralisação, iniciada segunda-feira, que deixou a cidade sem abastecimento regular de água.
Segundo o responsável, a retoma parcial resultou de um encontro entre os trabalhadores e uma equipa do Governo Provincial do Moxico, chefiada pelo administrador municipal do Luena, Bernardo Txissola.
Durante o encontro, a equipa governamental comprometeu-se a pagar três dos 15 meses de salários em atraso, medida que permitiu assegurar o funcionamento mínimo do serviço.
Jorge Evaristo afirmou que o abastecimento intermitente deverá manter-se até 30 de Outubro, enquanto prosseguem as negociações com o Conselho de Administração da empresa.
Acrescentou que ainda não foi alcançado um acordo entre as partes, estando prevista uma nova reunião para segunda-feira.
A ANGOP tentou obter esclarecimentos do presidente do Conselho de Administração da EPAS/Moxico, Eurico Jorge, mas não obteve resposta.
Salários em atraso
A paralisação levou dezenas de trabalhadores a concentrarem-se diante das instalações da empresa, para exigir o pagamento dos salários correspondentes a um ano e três meses de trabalho.
Antes da greve, Eurico Jorge apelou ao diálogo para evitar a interrupção dos serviços, reconhecendo a existência de salários em atraso.
O responsável atribuiu as dificuldades financeiras da empresa à fraca arrecadação de receitas junto dos clientes, tendo referido que a administração já havia reunido com os trabalhadores para procurar uma solução para o conflito.
A EPAS/Moxico controla cerca de 12 mil clientes e assegura uma cobertura de 62 por cento do abastecimento de água na cidade do Luena e nas zonas periféricas.TST/YD




