Escassez de combustível obriga automobilistas e moto-taxistas a pernoitar nas bombas no Huambo

Desde a noite de sábado, longas filas têm-se formado junto aos postos de combustível da cidade. Alguns condutores afirmam ter chegado por volta das 19h00 e, até às 06h00 deste domingo, continuavam à espera da sua vez para abastecer.
A falta de combustível já começa a reflectir-se no custo do transporte. Segundo relatos recolhidos pela Rádio Correio da Kianda, a corrida de moto-táxi, conhecida como “kupapata”, passou de 300 para 600 kwanzas em vários percursos. Para destinos mais distantes, como Sassonde, o preço pode atingir os 800 kwanzas.
A situação afecta sobretudo trabalhadores que dependem diariamente do transporte público, com destaque para empregadas domésticas que se deslocam entre as centralidades e outras zonas da cidade.
Um moto-taxista afirmou que a escassez de combustível se agravou após as cheias no rio Cavaco, na província de Benguela, referindo que, desde então, o fornecimento de combustíveis tem sido irregular.
Por sua vez, um frentista de uma das bombas de abastecimento revelou que os funcionários estão a trabalhar sob forte pressão devido à elevada procura. Segundo explicou, a irregularidade no fornecimento por parte da Sonangol tem contribuído para a escassez dos derivados de petróleo na província.
Até ao momento, não foi divulgado um posicionamento oficial das autoridades sobre as causas da persistência da escassez nem sobre as medidas previstas para normalizar o abastecimento de combustíveis no Huambo.


