A ausência de médicos cirurgiões e de técnicos especializados em imagiologia está a limitar a prestação de serviços de saúde no município do Golungo Alto, no Cuanza-Norte, onde as áreas destinadas à realização de exames de raio X e ecografia permanecem sem funcionamento por falta de profissionais habilitados.
A informação foi avançada, ontem, pelo director municipal da Saúde, Cristo Sebastião, que considerou a situação um dos principais desafios enfrentados pelo sector no município.
Segundo o responsável, o Golungo Alto dispõe de espaços e equipamentos para a realização de exames de raio X e ecografia, mas a inexistência de técnicos especializados impede o funcionamento regular destes serviços, obrigando os pacientes a deslocarem-se para outras localidades em busca de diagnóstico.
Outro problema apontado pelo director municipal é a falta de médico cirurgião. O município, explicou, não realiza intervenções cirúrgicas, sendo necessário transferir os pacientes para outras unidades sanitárias, sobretudo no Cazengo, mesmo em casos considerados de menor complexidade.
Cristo Sebastião disse que a falta de especialistas tem aumentado a pressão sobre as unidades sanitárias de outros municípios e dificultado o acesso da população a serviços considerados essenciais.
Insuficiências
O sector da Saúde, no Golungo Alto, conta, actualmente, com nove unidades sanitárias, entre as quais dois hospitais municipais, três centros de saúde e quatro postos médicos. Apesar desta estrutura, o número de unidades é considerado insuficiente para responder às necessidades da população, estimada em mais de 40 mil habitantes.
“Temos redobrado esforços para conseguir dar resposta às populações”, afirmou o director municipal, além de defender o reforço dos recursos humanos e materiais para melhorar a capacidade de atendimento.




