Luanda - As escolas do ensino geral público e público-privado em Luanda registaram, esta segunda-feira, afluência de alunos às aulas, após o levantamento da greve dos professores na última sexta-feira.
Luanda - As escolas do ensino geral público e público-privado em Luanda registaram, esta segunda-feira, afluência de alunos às aulas, após o levantamento da greve dos professores na última sexta-feira.
A ANGOP constatou o facto durante uma ronda por algumas instituições de ensino situadas no Largo das Escolas, no município da Maianga, onde os professores procuram aplicar métodos para compensar o tempo de paralização.
Em declarações à ANGOP, a directora-geral do Ngola Kanini, Maria do Francisco, fez saber que houve maior adesão dos professores, em comparação aos alunos, embora estes últimos tenham se apresentado em número considerável.
Presumiu que a ausência de alguns alunos se devesse à falta de informação, pelo que perspectivou que nos próximos dias poderão retomar à escola.
Maria Francisco destacou, por outro lado, o impacto do consenso chegado entre o Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) e Executivo para sociedade, sobretudo nas crianças e jovens em formação.
“Foi uma decisão muito boa, que até deveria ter sido tomada antes, porque quando há greve, há prejuízo ou seja os professores deixam de cumprir o seu plano, e os alunos são prejudicados”, disse.
Por sua vez, o professor da escola Juventude em Luta, Paulo Silva, referiu que a paralisação belisca o programa estabelecido para o ciclo formativo e quebra o ritmo dos alunos, que se encontravam em fase inicial do ano lectivo.
Como solução, avançou, os docentes vão recapitular os conteúdos a partir dos últimos temas abordados e posteriormente dar seguimento aos assuntos programados para esta data presente.
Para o encarregado de educação Fernando Armindo, o regresso às aulas gera um sentimento de alívio, porque permite aos petizes continuarem a absorver conhecimentos e garante um futuro promissor.
A greve dos professores foi decidida numa assembleia de trabalhadores realizada a 12 de Setembro do corrente ano.O organismo tomou a medida em protesto contra o alegado incumprimento do acordo celebrado com o Executivo, em Janeiro.
O SINPROF havia anunciado uma greve de quatro fases, em que a primeira decorreria de 21 de Setembro a 15 de Outubro e a segunda em Novembro deste ano.
Entretanto, ficou acordado, para já, que no mês de Outubro, os primeiros 27 mil dos 53 agentes da educação começarão a receber as remunerações ajustadas às novas categorias e o grupo remanescente dos 26 mil deverá entrar ao longo do primeiro trimestre de 2027. CPM/ASS




