Lobito – O especialista em Ciências Ambientais e Sustentabilidade, Isaac Sassoma, defendeu, esta segunda-feira, que a expansão da Centralidade do Lobito deve ser acompanhada por um planeamento rigoroso para evitar problemas futuros relacionados com o ordenamento do território.
Lobito – O especialista em Ciências Ambientais e Sustentabilidade, Isaac Sassoma, defendeu, esta segunda-feira, que a expansão da Centralidade do Lobito deve ser acompanhada por um planeamento rigoroso para evitar problemas futuros relacionados com o ordenamento do território.
Em declarações à ANGOP, o também professor universitário de Engenharia Ambiental reconheceu que o crescimento acelerado das construções observado na zona de expansão da Centralidade do Lobito não constitui, por si só, motivo de preocupação.
Contudo, o especialista alertou para o facto de esta expansão urbana estar a ocorrer, em vários casos, de forma desordenada, situação que, a seu ver, poderá comprometer a organização da cidade e igualmente afectar a qualidade de vida da população ao longo dos anos.
Na sua opinião, a expansão urbana desordenada e a ocupação irregular do solo nos arredores da Centralidade do Lobito poderão comprometer o ordenamento do território, dificultar a instalação de infra-estruturas e serviços públicos.
Do mesmo, notou que esse fenómeno irá aumentar os riscos ambientais e reduzir a qualidade de vida da população, caso o crescimento urbano não seja acompanhado por um adequado planeamento e fiscalização.
Embora considere positiva a disponibilização de terrenos aos cidadãos nos arredores da Centralidade do Lobito, o ambientalista explicou que uma cidade não é feita apenas de habitações.
Salienta que o desenvolvimento urbano exige vias de acesso, sistemas de drenagem, abastecimento de água, energia eléctrica, saneamento básico, espaços verdes, escolas, unidades de saúde e outras infra-estruturas essenciais.
É nesse sentido que o especialista acrescentou que a construção sem observância de um plano urbanístico dificulta a implementação desses serviços e aumenta os custos da sua instalação.
Do ponto de vista ambiental, Isaac Sassoma advertiu que a ocupação inadequada do solo poderá favorecer processos de erosão, aumentar o risco de inundações durante a época chuvosa e reduzir as áreas naturais indispensáveis ao equilíbrio ambiental.
Perante este cenário, o especialista defendeu o reforço da fiscalização por parte da Administração Municipal do Lobito, de modo a garantir que todas as construções observem as normas urbanísticas e ambientais.
Para Isaac Sassoma, o crescimento da cidade deve ocorrer de forma organizada, planeada e sustentável.
Normas urbanísticas
O especialista ainda lembra que a construção de uma habitação representa um objectivo legítimo das famílias, mas deve respeitar as regras do ordenamento do território.
Na sua perspectiva, o cumprimento dessas normas contribui para uma cidade mais segura, funcional e preparada para responder às necessidades futuras.
Isaac Sassoma manifestou-se confiante quanto ao potencial de crescimento do Lobito, defendendo, contudo, que o desenvolvimento urbano deve assentar em princípios de sustentabilidade, planeamento e responsabilidade territorial, com vista a garantir melhores condições de vida para as gerações actuais e futuras. JH/CRB




