Especialista aponta insatisfação com políticas públicas na base da fuga de quadros

O sociólogo Agostinho Paulo disse hoje à Rádio Correio da Kianda que a saída de profissionais qualificados do país, em busca de melhores condições, é um alerta para a insatisfação dos cidadãos em relação as políticas públicas de Angola.
De acordo com os dados do Afrobarometer, datados de 2025, 57% dos angolanos afirmam ter considerado emigrar. Deste universo, 38% considera seriamente essa possibilidade.
Para o especialista, a fuga de quadros representa uma perda significativa para o país, uma vez que, ponderam emigrar os profissionais realmente capazes de contribuir com as suas habilidades para o desenvolvimento nacional.
Agostinho Paulo entende que os problemas que afligem as comunidades, com destaque para a fuga de quadros, podem ser abordados nas universidades. Por esta razão, lança um repto ao subsector de ensino superior para melhorar reter os pesquisadores.
Em angola, os jovens representam a camada com maior propensão à emigração, com 66% do total de emigrações.
As principais razões na base do fenómeno são a busca por melhores oportunidades de emprego e fuga a dificuldades económicas.


