O académico e analista político Almeida Pinto defende que os ideais de Agostinho Neto devem deixar de ser apenas evocados em discursos e datas comemorativas e passar a traduzir-se em acções concretas para responder aos problemas sociais e económicos de Angola.
A posição foi manifestada esta quinta-feira, 17, Dia do Herói Nacional, data em que o país recorda António Agostinho Neto, Fundador da Nação e primeiro Presidente da República, que completaria 104 anos de idade caso estivesse vivo.
Segundo Almeida Pinto, o pensamento de Agostinho Neto continua actual, sobretudo nas questões relacionadas com a justiça social, valorização do cidadão, unidade nacional e soberania económica.
O analista considera, no entanto, que esses princípios precisam de maior concretização através de políticas públicas capazes de produzir resultados na vida das populações.
Para Almeida Pinto, a evocação de Neto não deve limitar-se às cerimónias oficiais, defendendo que os seus ideais sobre educação, saúde, produção nacional e distribuição da riqueza devem reflectir-se em medidas concretas.
O académico entende que uma maior aplicação desses princípios poderia contribuir para enfrentar desafios como o desemprego juvenil, a fome, as assimetrias regionais e a dependência das importações.
Almeida Pinto defende ainda que as novas gerações devem conhecer Agostinho Neto para além da sua dimensão simbólica, através do estudo da sua obra política e literária.
Para o analista, preservar o legado do primeiro Presidente de Angola passa por transformar os ideais associados à sua visão de sociedade em resultados concretos, como escolas funcionais, hospitais com medicamentos, apoio à produção nacional e uma governação mais próxima dos cidadãos.



