Especialista defende mais rigor nas escolas de condução face ao aumento da sinistralidade

O sociólogo Agostinho Paulo questiona a legitimidade e a credibilidade das escolas de condução locais, face ao elevado índice de sinistralidade rodoviária registado nos últimos meses, resultante de várias infracções ao Código de Estrada.
Em declarações prestadas esta quinta-feira à Rádio Correio da Kianda, o especialista defende maior rigor no processo de concessão de licenças às instituições responsáveis pelo ensino do Código de Estrada.
Segundo Agostinho Paulo, os mais de 6.125 acidentes de viação registados no último semestre, em Angola, devem-se, em parte, à fraca qualidade da formação dos automobilistas.
“As escolas de condução, que se tornaram um negócio de muitos, não querem olhar para a qualidade da formação dos automobilistas. As escolas lançam os indivíduos para o mercado e se toram motoristas com deficiência” disse.
Dados indicam que 1.558 mortes foram registadas em todo o país, nos últimos seis meses, em consequência dos 6.125 acidentes de viação.
Importa referir que o comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-geral Francisco Ribas, avançou que o excesso de velocidade, a fadiga, a sonolência e o não uso do cinto de segurança, por parte de passageiros e utentes, são algumas das principais causas dos acidentes.


