O especialista em saúde pública Jeremias Agostinho defende a adopção de medidas urgentes para travar a expansão da Mpox em Angola, alertando para sinais de transmissão sustentada e para o risco de a doença atingir mais províncias.
Segundo Jeremias Agostinho, o actual quadro epidemiológico exige maior articulação das autoridades e o reforço da vigilância, sobretudo nas zonas onde já existem indícios de circulação da doença.
O especialista considera prioritário reforçar a detecção precoce, o rastreio de contactos e o isolamento dos casos, além de melhorar a comunicação de risco junto das comunidades para reduzir a transmissão e evitar o agravamento da situação epidemiológica.
Jeremias Agostinho defende igualmente o reforço da capacidade dos laboratórios, a garantia de equipamentos de protecção e a formação contínua dos profissionais de saúde que estão na linha da frente, principalmente nas províncias com registo de casos.
Para o especialista, o combate à Mpox deve envolver vários sectores, com a participação do Ministério da Saúde, governos provinciais, parceiros internacionais e líderes comunitários. A estratégia, acrescenta, deve também contribuir para combater o estigma associado à doença e incentivar comportamentos preventivos.
O alerta surge numa altura em que Angola regista mais de 570 casos de Mpox e o Executivo reforça as medidas para conter a propagação da doença.
Entre as medidas adoptadas está a aquisição de cerca de 50 mil doses de vacina contra a Mpox. Segundo a directora Nacional de Saúde Pública, Helga de Sousa, a vacinação terá como prioridade os contactos de pessoas infectadas e os profissionais de saúde que trabalham directamente com casos da doença.
Helga de Sousa explicou ainda que o período de recuperação da Mpox pode variar entre duas e quatro semanas.
A Mpox, também conhecida como varíola dos macacos, é uma doença infecciosa que pode ser transmitida através do contacto próximo com uma pessoa infectada, entre outras formas de transmissão.



