Especialista pede atenção à saúde mental da mulher

A criação de medidas mais activas para a protecção da saúde mental das mulheres é, para a especialista Patrícia Ribeiro, um passo fundamental para reduzir o actual número de casos registados de transtornos mentais.
Responsável pela coordenação científica de um estudo realizado pela Escola Portuguesa Superior de Educação de Paula Frassinetti, em parceria com a Universidade de Luanda e o projecto Mulheres e Vida, Caminho para a Igualdade com a implementação da Caritas de Angola, PatríciaRibeiro lançou ainda um alerta à saúde mental de muitas mulheres. O estudo, disse, abrangeu 30 mulheres, dos 19 aos 65 anos, de diferentes níveis de escolaridade e estratos sociais, das províncias de Luanda e Bengo, que no final apresentaram todas terem transtornos mentais. Os resultados da investigação, baseada em entrevistas com meninas e mulheres ligadas ao projecto e em grupos focais comunitários, demonstraram que o sofrimento emocional muitas vezes é produzido e agravado por situações de vida económicas e financeiras, explicou. Realizada de Janeiro a Junho deste ano, a pesquisa, feita por uma equipa multidisciplinar entre assistentes sociais e psicólogos, mostrou que saúde mental deve e está associada entre o ter a tranquilidade, independência financeira, paz interior e o estar bem psicologicamente. “Se não for acompanhada, a situação de muitas mulheres pode se tornar agravada, provocando ansiedade, insónias, perda de apetite, consumo de ingestão de álcool e outras substâncias.


