O desmame precoce continua a comprometer a saúde de milhares de crianças na Huíla, por essa razão, as autoridades sanitárias intensificaram as acções de sensibilização nas comunidades, de modo a informar as mães sobre as práticas alimentares inadequadas que têm favorecido o aumento de casos de desnutrição, diarreias e infecções respiratórias evitáveis.
De acordo com a chefe do Departamento Provincial da Saúde Pública da Huíla, Kamasandra Chimuco, a amamentação exclusiva até aos seis meses constitui um método eficaz e de menor custo para assegurar o crescimento saudável da criança e reduzir a mortalidade infantil. A responsável explicou que persistem crenças sem fundamento científico que levam muitas mães a interromperem precocemente a amamentação, por considerarem que uma nova gravidez reduz a qualidade do leite materno ou por razões de ordem estética e influência familiar. Kamassandra Chimuco sublinhou que o leite materno continua a ser o alimento mais completo e seguro para os recém-nascidos. A chefe do Departamento Provincial da Saúde Pública da Huíla defendeu, por isso, o reforço da informação junto das famílias para combater a desinformação que tem comprometido a saúde das crianças. A responsável incentivou, ainda, a criação de melhores condições para as mães trabalhadoras e estudantes, através de maior apoio familiar e institucional, permitindo conciliar as responsabilidades profissionais e académicas com a amamentação. No âmbito da Semana Mundial do Aleitamento Materno, assinalada de 1 a 7 de Agosto, o sector da Saúde promoveu campanhas de educação sanitária em igrejas, mercados formais e informais, visando reforçar a cultura do aleitamento materno como responsabilidade colectiva e uma das principais estratégias de protecção da saúde materno-infantil.




