Luanda - O psicólogo clínico Martinho Kanhame defendeu, este domingo, em Luanda, maior atenção aos sinais de sofrimento mental de pacientes com proyde Saúde Mental e o combate ao estigma que inibe a procura de ajuda especializada por parte dos mesmos.
Luanda - O psicólogo clínico Martinho Kanhame defendeu, este domingo, em Luanda, maior atenção aos sinais de sofrimento mental de pacientes com proyde Saúde Mental e o combate ao estigma que inibe a procura de ajuda especializada por parte dos mesmos.
Em entrevista à ANGOP, por ocasião do Dia Mundial da Saúde Mental, assinalado sábado (10), o especialista sublinhou que a saúde mental deve ser vista como uma prioridade.
Referiu que o estigma deve ser entendida como parte integrante da saúde em geral, considerando que problemas como ansiedade, depressão, stress e outras perturbações psicológicas podem afectar significativamente a vida pessoal, familiar e profissional dos cidadãos.
Martinho Kanhame alertou que muitas pessoas enfrentam problemas emocionais em silêncio, por receio de serem julgadas ou incompreendidas, situação que pode agravar o seu estado psicológico.
Neste contexto, apelou às famílias, instituições de ensino, empresas e comunidades a criarem ambientes de diálogo e apoio, onde as pessoas possam falar sobre as suas dificuldades sem medo de discriminação.
“É importante aprendermos, ouvir e a prestar atenção aos sinais de sofrimento emocional, porque procurar ajuda psicológica não significa ser fraco, mas reconhecer que, em determinados momentos da vida, precisamos de apoio especializado”, afirmou.
Por sua vez, o sociólogo Zeferino Mingués defendeu uma maior responsabilidade colectiva na promoção da saúde mental, alertando que a questão não deve ser vista apenas como um problema individual, mas também como uma preocupação social.
Segundo o sociólogo, as dificuldades económicas, os conflitos familiares, o desemprego, a exclusão social, a pressão no ambiente de trabalho e outros factores sociais podem contribuir para o agravamento do bem-estar psicológico das populações.
Alertou ainda para a necessidade da sociedade abandonar preconceitos contra pessoas que enfrentam problemas de saúde mental, considerando que a discriminação pode afastá-las dos serviços de apoio e dificultar a sua recuperação.
“Precisamos de construir uma sociedade mais solidária, onde a pessoa que enfrenta um problema de saúde mental não seja marginalizada, mas acolhida e encaminhada para o apoio de que necessita”, defendeu.
O sociólogo apelou, igualmente, o reforço das acções de sensibilização, educação e prevenção, sobretudo junto das famílias e dos jovens, por parte das instituições públicas e privadas.
Por ocasião da efeméride, o Ministério da Saúde (MINSA) reafirma o compromisso de reforçar os serviços, capacitar os profissionais e promover o respeito pela dignidade humana, apelando ao envolvimento das instituições, das famílias e da sociedade no combate aos preconceitos associados à saúde mental.
O Dia Mundial da Saúde Mental é assinalado anualmente a 10 de Outubro, e foi criado em 1992 pela Federação Mundial para a Saúde Mental.
A data tem como objectivo conscientizar a população, promover a literacia emocional, combater o estigma associado às perturbações mentais e incentivar a procura de ajuda profissional.VX/ ASS




