A educação ecológica continua a ser, para o ambientalista Rafael Lucas, uma das melhores soluções para sensibilizar os governos e as comunidades sobre a importância de reforçar as medidas de prevenção contra a redução dos desastres naturais.
O especialista disse, ontem, que é preciso a sociedade estar mais bem consciencializada sobre como agir para melhor prevenir futuros desastres naturais. “É preciso reflectirmos mais sobre as implicações dos desastres naturais para as próximas gerações e criar mecanismos de forma a minimizar tais riscos”, defendeu.
O ambientalista e presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Minuto Verde defendeu que o país precisa de intensificar acções para o reforço da cobertura vegetal e preservação da biodiversidade.
O responsável sublinhou também a urgência de sensibilizar as comunidades sobre a protecção dos solos, um factor crucial para a regulação do clima e para a redução da vulnerabilidade aos impactos de fenómenos naturais.
Para o especialista, a realização contínua de campanhas de educação ecológica, em especial nas comunidades, tem um papel decisivo na promoção da cultura de prevenção, conservação da natureza e da responsabilidade socio-ambiental.
Entre as sugestões apontadas pelo ambientalista para incentivar a redução de desastres naturais conta, também, a promoção do desenvolvimento sustentável. A realização de campanhas de arborização, ou de trabalhos de manutenção das árvores, avançou, são factores relevantes na prevenção e adaptação às alterações climáticas. “As árvores têm um papel essencial na conservação dos solos, melhoria da qualidade do ar e na criação de espaços mais equilibrados”, explicou.
Rafael Lucas instou, por ocasião do Dia Internacional para a Redução dos Riscos de Desastres, a assinalar-se amanhã, as instituições públicas e privadas, assim como organizações da sociedade civil, a apostar mais na construção de cidades mais verdes, sustentáveis e resilientes.




