Estudo premiado revela que álcool pode melhorar fala em língua estrangeira

A revista de humor científico ‘Annals of Improbable Research’ atribui os prémios anualmente há 35 anos à investigação que “faz rir primeiro, depois pensar”, com o objectivo de despertar a curiosidade. Cientistas dos Países Baixos, do Reino Unido e da Alemanha ganharam na quinta-feira (18), o Ig Nobel da Paz por uma investigação, que concluiu que um pequeno gole de álcool por vezes melhora a capacidade de falar uma língua estrangeira, ao aumentar a autoconfiança.
Os autores, que realizaram testes com estudantes germano-holandeses, alertaram, no entanto, que o álcool não é necessário para aprender línguas e sublinharam que é prejudicial para a saúde, especialmente em doses elevadas.
Na cerimónia, organizada na Universidade de Boston, o Ig Nobel da Aviação também envolveu álcool.
Investigadores da Colômbia, Espanha e outros países descobriram que a substância representa um perigo para uma espécie de morcego que a consome inadvertidamente em alguns frutos.
Os morcegos egípcios, observaram os investigadores, tiveram a capacidade de voo prejudicada pela ingestão de fruta com 1% de álcool, com a ecolocalização a ser prejudicada devido a dificuldades de comunicação.
“Os cientistas não são assim tão quadrados e tão sérios, e conseguem divertir-se enquanto mostram ciência interessante”, disse Francisco Sanchez, um dos investigadores colombianos que estudou os morcegos embriagados.
A gala, interrompida como é tradição por lançamentos de aviões de papel e que contou com uma curta ópera dedicada a problemas digestivos, reuniu cientistas e economistas que tinham recebido os verdadeiros Prémios Nobel e que estavam encarregues de apresentar os prémios satíricos.
Na secção de química, um estudo concluiu que o Teflon, um material plástico comummente encontrado em produtos como frigideiras, pode ser um componente de uma dieta para emagrecer, uma vez que não tem calorias e não é absorvido pelo organismo.
Este estudo, conduzido por cientistas de Israel e dos Estados Unidos, foi realizado apenas em ratos. Após três meses de dieta com 25% de Teflon, os animais perderam peso e não foram registados efeitos tóxicos, segundo os autores.
Outras descobertas premiadas incluíram bebés que parecem saborear e apreciar o alho comido pelas mães durante a amamentação, iguanas que adoram pizza de quatro queijos no Togo e pintar uma vaca com riscas de zebra para sofrer menos picadas de mosca.



