Evacuações médicas para o exterior reduziu em cerca de 70 por cento

Luanda – A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, revelou, este sábado, em Luanda, que o investimento em especialização médica, equipamentos de alta complexidade e inovação tecnológica permitiu ao país reduzir em mais de 70 por cento a evacuação de doentes para o exterior.
Numa mensagem em alusão ao Dia Nacional da Saúde, celebrado sábado (13), indicou que a actual política assegura o tratamento de mais de 80 por cento dos casos complexos em território nacional, destacando a entrada do país na era da inovação em saúde, com a introdução da cirurgia robótica, expansão da telemedicina, digitalização dos serviços e reforço da Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública.
Sublinhou que o capital humano tem sido o centro de tal transformação, dando a conhecer que, entre 2017 e 2024, foram enquadrados 46 mil 604 novos profissionais de saúde, o que aumentou a força de trabalho do sector, em 43,6 por cento.
Até 2025, adiantou, mais de 12 mil profissionais beneficiaram de formação pós-graduada em Angola e no exterior, 62 por cento dos quais são mulheres, reafirmando o compromisso com a equidade do género.
Enfatizou terem sido colocados ao serviço das comunidades os primeiros 399 especialistas em Medicina Geral e Familiar, formados no âmbito do Programa Emergencial de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde, financiado pelo Banco Mundial.
Destacou que programa emergencial prevê a formação de 38 mil profissionais, até 2028, com ênfase nos cuidados intensivos e nas necessidades reais da população.
Referiu-se, igualmente, a criação do Centro Nacional de Operações de Emergências em Saúde Pública e dos centros provinciais, reforçando a vigilância epidemiológica e elevando Angola a um novo patamar de preparação e resiliência sanitária.
Para o combate à cólera, sublinhou, o país mobilizou 3,6 milhões de doses de vacina oral, alcançando coberturas superiores a 95 por cento, nas zonas mais vulneráveis, num exemplo de coordenação multissectorial eficaz e compromisso com a vida.
Realçou o reforço do Sistema Nacional de Saúde com o aumento do número de unidades sanitárias, que passou de duas mil 612, em 2017, para três mil 355, em 2025, com mais de metade dedicadas à atenção primária.
Sílvia Lutucuta enfatizou que, mesmo em contexto de crise económica e de sucessivas emergências sanitárias, como a Covid-19, surtos de febre amarela, malária e cólera, o sistema demonstrou resiliência, respondeu às crises e saiu mais fortalecido e preparado.
Quanto à mortalidade materna e infantil, o país registou reduções significativas, enquanto a esperança média de vida passou de 41 anos, em 1992, para 64,6 anos, em 2025.
Revelou que actualmente o Serviço Nacional de Saúde dispõe de mais de 44 mil camas hospitalares, incluindo mil e 600 de cuidados intensivos.
Concluiu a sua mensagem rendendo homenagem a todos os profissionais que, desde 1975, nunca desistiram de servir o povo angolano, com o seu trabalho, dedicação e espírito de missão, construindo e fortalecendo o Sistema Nacional de Saúde.



