O Executivo angolano está a apostar na reactivação de fazendas e na entrada de grandes investidores no sector agrícola, mas deixa claro que não pretende conceder isenções fiscais totais às empresas interessadas em investir no país.
A posição foi apresentada pelo ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, que defende a necessidade de conciliar a atracção de investimento com a capacidade do Estado de arrecadar receitas para cumprir as suas obrigações.
Segundo o governante, as reclamações dos empresários relacionadas com apoios financeiros, garantias jurídicas e repatriamento de capitais fazem parte dos desafios que precisam de ser ultrapassados para aumentar o investimento no sector agrário.
Isaac dos Anjos criticou, entretanto, a prática de conceder isenções fiscais totais a alguns empresários, considerando que o Estado também precisa das receitas provenientes dos impostos.
O ministro reforçou que o Executivo pretende criar condições para atrair investidores de maior escala e recuperar fazendas com capacidade para aumentar a produção nacional, sem abdicar da cobrança de impostos.
Outra prioridade apontada pelo governante é o maior envolvimento da juventude na agricultura. A aposta pretende colocar os jovens no centro do desenvolvimento do sector agrário e contribuir para a renovação da força de trabalho no campo.
No domínio da produção, Isaac dos Anjos revelou que existem actualmente mais de 145 mil toneladas de milho espalhadas pelo país. O desafio passa agora por garantir o escoamento da produção e assegurar mercado para os agricultores nacionais.
Para proteger o milho produzido internamente, o Executivo tem adoptado medidas para dificultar a entrada de milho importado, procurando incentivar os industriais a comprar primeiro a produção nacional.
A estratégia pretende reduzir a dependência das importações, garantir mercado aos produtores e criar melhores condições para o crescimento da produção agrícola no país.




