O Executivo angolano quer maior envolvimento dos pais e encarregados de educação na fiscalização da qualidade da alimentação fornecida nas escolas, sobretudo através do acompanhamento do processo de aquisição e distribuição dos produtos pelas administrações municipais.
O apelo foi feito esta terça-feira, 22, pelo Secretário de Estado para a Educação Pré-Escolar e Ensino Primário, Pacheco Francisco, durante uma conferência de imprensa sobre o ponto de situação do ano lectivo 2026-2027.
Pacheco Francisco defendeu que os pais devem acompanhar de perto o trabalho das administrações municipais, responsáveis pela aquisição dos produtos destinados ao Programa de Alimentação Escolar, e verificar se os alimentos fornecidos às crianças apresentam a qualidade necessária.
“Era bom que os nossos pais tivessem essa consciência, esse comprometimento de estarem lado a lado com as administrações municipais que fazem a aquisição desses produtos para as crianças, mesmo no sentido de ver se de facto a própria alimentação em si é boa ou não, para depois não haver lamentos”, apelou.
O Executivo prevê abranger 6.928.932 crianças com alimentação escolar durante o ano lectivo 2026-2027, número que representa um aumento de mais de 1,5 milhão em relação à meta estabelecida no ano anterior.
Entretanto, a execução do programa ficou abaixo da previsão. Das 5.428.143 crianças previstas, apenas 3.460.996 beneficiaram efectivamente da alimentação escolar no último ano lectivo.
Segundo o secretário de Estado, uma das razões para o incumprimento foi a não implementação do programa em 21 dos 326 municípios do país.
Para o novo ano lectivo, o Governo pretende ultrapassar os constrangimentos registados anteriormente e garantir uma maior abrangência do programa.
Além de assegurar refeições às crianças, o Programa de Alimentação Escolar pretende também estimular a produção local e fortalecer a agricultura familiar, através da aquisição de produtos nos próprios municípios.
O Ministério da Educação considera a alimentação escolar uma medida importante para garantir a permanência das crianças nas escolas e combater o insucesso escolar, cabendo às administrações municipais um papel central na execução do programa.




