Executivo reforça compromisso com a transição económica de baixo carbono

Luanda – O secretário de Estado para as Acções Climáticas e Desenvolvimento Sustentável, Nascimento Soares, reafirmou, esta quarta-feira, em Luanda, o empenho do Executivo angolano em acelerar a transição económica de baixo carbono, através de políticas estruturantes que conciliem crescimento da economia, inclusão social e preservação ambiental.
Ao intervir na abertura da conferência sobre o tema “Carbono, Financiamento Verde e Justiça Climática – Estratégias para o desenvolvimento sustentável”, destacou que as alterações climáticas deixaram de ser uma previsão e tornaram-se uma realidade presente, reflectida nas secas prolongadas, cheias, erosão dos solos e perda da biodiversidade.
Nascimento Soares sublinhou que o ambiente não deve ser visto como uma agenda sectorial, mas como uma questão de sobrevivência nacional, defendendo a necessidade de uma actuação estratégica e coordenada entre o Estado, sector privado e sociedade civil.
De acordo com o secretário de Estado, o Executivo tem vindo a reforçar o seu compromisso com a sustentabilidade, através da criação de um mercado nacional de carbono, apoiado pelo programa de Mecanismos de Monitorização, Reporte e Verificação, que permitirá valorizar os ecossistemas nacionais e mobilizar financiamento climático.
“O financiamento verde é o motor da transição energética e o sistema financeiro nacional deve incorporar critérios ambientais e sociais nas suas políticas de crédito, e o sector privado encarar a sustentabilidade como oportunidade de competitividade”, sublinhou.
Reiterou que Angola tem registado progressos com a Estratégia Nacional para as Alterações Climáticas (ENAC 2022-2035), a Contribuição Nacionalmente Determinada e o Plano Nacional de Adaptação, além da criação da Plataforma Nacional de Monitorização, Reporte e Verificação, e da elaboração do Plano Nacional para a Redução das Emissões de Metano.
Referiu ainda que o compromisso do Executivo está alinhado com a Agenda 2030 das Nações Unidas e com o Acordo de Paris sobre o clima, que reforçam a integração de políticas ambientais, sociais e económicas para garantir justiça climática e desenvolvimento sustentável.
O evento, promovido pela revista Económica e Mercado, conta com a participação de especialistas nacionais e internacionais, visando discutir os principais desafios e oportunidades relacionados com a sustentabilidade.


