O Executivo pretende aumentar a oferta de cursos superiores em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento da economia nacional, numa estratégia que visa aproximar a formação académica das necessidades do país.
A informação foi avançada pelo secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Alves da Silva, que anunciou igualmente a intenção de reduzir a oferta de cursos considerados excedentários.
Segundo o governante, a estratégia pretende adequar a formação superior às necessidades de desenvolvimento de Angola, garantindo que as instituições formem profissionais em áreas consideradas importantes para o crescimento da economia.
A medida surge no âmbito das acções do Executivo para melhorar a qualidade e reorganizar o subsistema de ensino superior. Recentemente, mais de 250 cursos foram suspensos por falta de condições de funcionamento, na sequência do processo de avaliação externa e acreditação.
Para o secretário de Estado, a melhoria da qualidade do ensino superior passa também por uma oferta formativa mais ajustada às prioridades do país.
A intenção é, por isso, reforçar cursos em sectores considerados estratégicos e, ao mesmo tempo, reduzir a concentração de formações que já não correspondam às necessidades de desenvolvimento.
No ano académico 2026/2027, Angola disponibilizou 283 mil e 500 vagas no ensino superior, menos 50 mil do que no ano anterior. De acordo com Eugénio Alves da Silva, a redução está relacionada, entre outros factores, com a suspensão de cursos que não reuniam condições para funcionar.
A nova orientação pretende colocar a formação superior mais próxima das necessidades do mercado de trabalho e dos sectores considerados prioritários para o desenvolvimento económico do país.




