Falta de meios dificulta combate à malária no Huambo

A Malária continua a representar uma séria preocupação na província do Huambo, onde as autoridades sanitárias admitem dificuldades no controlo da doença, apesar das acções em curso para travar a sua propagação.
Dados apresentados por Isaac Cassenje indicam que, apenas no primeiro trimestre de 2026, foram registados mais de 200 mil casos, distribuídos pelos 17 municípios da província, com cerca de 200 óbitos. O município do Cachiungo surge entre os mais afectados, com mais de cinco mil casos notificados no período em análise.
Segundo o responsável, existem várias áreas endémicas, sobretudo em corredores onde a transmissão é contínua, o que agrava o controlo epidemiológico e exige maior capacidade de resposta no terreno.
Por sua vez, o director do Gabinete Provincial da Saúde, Lucas Nhamba, assegura que decorrem acções de reforço das brigadas de luta antivectorial, campanhas de sensibilização e intervenções de controlo do mosquito transmissor, com atenção especial aos novos municípios.
Apesar disso, reconhece limitações operacionais, principalmente na cobertura das zonas mais vulneráveis, onde o acesso e os meios disponíveis continuam a condicionar a eficácia das equipas técnicas.
Já o especialista em saúde pública Jeremias Agostinho considera que a resposta está aquém do necessário, apontando a fragilidade da atenção primária como um dos principais entraves à prevenção e controlo eficaz da doença.
A malária mantém-se, assim, como um dos principais desafios de saúde pública no Huambo, pressionando as unidades sanitárias e expondo fragilidades estruturais no sistema de resposta, numa altura em que cresce a necessidade de reforço de meios e estratégias mais eficazes no combate à doença.


