Famílias transferidas da Chicala para a mata da Quiçama aguardam por residências há 12 anos

Mais de mil famílias retiradas, em 2014, do bairro Kilombo, na Chicala, em Luanda, para a Ilha Dourada, na Quiçama, município outrora pertencente à capital do País e, actualmente, anexado à província do Icolo e Bengo, continuam sem as residências prometidas pelo Governo Provincial de Luanda (GPL) e pela extinta Comissão Administrativa da Cidade de Luanda (CACL).
Segundo os moradores, a promessa do GPL, na altura liderado pelo governador Graciano Domingos, era de que, três meses depois, receberiam casas, mas, até hoje, 12 anos depois (tempo completado em Janeiro), nem água vai nem água vem.
"Estamos a passar mal aqui", desabafa Adriano Zamba, que, desde 2014, contra a sua vontade, mora com a sua família numa bate-chapa enferrujada, na Ilha Dourada, zona cujo nome contrasta com a realidade social.
Este cidadão lembra que foram retirados da área de conforto - Chicala, Ilha de Luanda - pelo GPL, com o fundamento de que estavam numa "zona de risco".
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