Famílias vulneráveis da Baía Farta recebem casas sociais evolutivas

Vinte famílias em situação de vulnerabilidade, residentes no município da Baía Farta, província de Benguela, receberam recentemente habitações sociais evolutivas. A entrega foi feita no âmbito do Programa Integrado de Desenvolvimento Local e Combate à Pobreza (PIDLCP).
As habitações foram construídas pela empreiteira NY-Prestação de Serviços.De acordo com o responsável da empresa, Norberto Yungoka, as obras iniciadas em Novembro de 2025, na área urbanizada do Bairro 11 de Novembro, foram integralmente concluídas dentro do prazo estipulado de oito meses. As residências, do tipo T2, representam um investimento de cerca de 54 milhões de kwanzas. Cada habitação é composta por dois quartos, sala, casa de banho, cozinha e um quintal vasto destinado à implementação de pequenos projectos familiares, dispondo ainda de abastecimento de água e energia eléctrica. A cerimónia de entrega foi presidida pelo administrador municipal da Baía Farta, Eurico Bongue, que apelou aos beneficiários para preservarem os imóveis e fazerem bom uso das habitações, além de promoverem uma convivência digna, tranquila e harmoniosa entre os moradores. Eurico Bongue explicou que a construção das habitações se enquadra na estratégia do Executivo angolano e do Governo Provincial de Benguela para reduzir a vulnerabilidade social e garantir melhores condições de vida às famílias mais carenciadas, acrescentando que o programa continua a ser implementado com o objectivo de proporcionar habitação condigna às famílias locais. “Prova disso é o acto que hoje realizamos neste município, onde 20 famílias, criteriosamente seleccionadas, beneficiaram de casas próprias e, hoje, passam a viver em melhores condições”, afirmou. Impacto socialO regedor da Baía Farta, Eduardo Moura, classificou a entrega das habitações como um marco de elevado significado social. A autoridade tradicional destacou que as novas residências transformam a realidade das famílias beneficiadas, que antes viviam em extrema precariedade e expostas a riscos de saúde. O líder lembrou ainda que o acesso à habitação condigna permanece como uma das principais preocupações apresentadas diariamente pelas populações locais. SatisfaçãoEntre os beneficiários, foi contemplada uma família com albinismo. Em representação da mãe, a jovem Delfina Catalã contou que, durante anos, viveram na casa do avô materno, no bairro Ministério, arredores da sede municipal. “A casa era muito pequena. Como somos seis irmãos, dormíamos na sala, o que era bastante constrangedor. Agora estamos muito felizes por termos finalmente uma casa própria, onde poderemos viver com mais conforto e privacidade”, afirmou. Lote de Almeida, de 58 anos, outro beneficiário cuja família é composta por cinco pessoas com deficiência visual, expressou profunda gratidão à Administração Municipal pelo gesto de inclusão. “Sempre vivemos na casa de outras pessoas devido à minha condição social e às limitações físicas da minha família. Hoje podemos sorrir, porque finalmente temos uma casa própria. Nunca imaginei que um dia teria este privilégio. Que Deus abençoe o Governo de Benguela e a Administração Municipal da Baía Farta por este gesto”, declarou. Reforço da segurançaO comandante municipal da Polícia Nacional na Baía Farta, superintendente Armindo Chimuco Chilanda, assegurou que a corporação vai continuar a intensificar as acções de prevenção e combate à criminalidade em todo o município com acções de patrulhamento motorizados e apeados, com especial atenção à nova zona habitacional onde foram reassentadas as famílias beneficiárias. “Os agentes estão mobilizados para garantir ordem, segurança e tranquilidade às populações”, garantiu.


