Luanda - A taxa de fecundidade na adolescência em Angola reduziu de 34,5 por cento para 27 por cento, entre os períodos 2015-2016 e 2023-2024, segundo o relatório do relatório Instituto Nacional de Estatística (INE).
Luanda - A taxa de fecundidade na adolescência em Angola reduziu de 34,5 por cento para 27 por cento, entre os períodos 2015-2016 e 2023-2024, segundo o relatório do relatório Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo os dados apresentados esta terça-feira, em Luanda, baseados no Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS), nas áreas urbanas o indicador baixou de 28 por cento para 20 por cento, enquanto no meio rural a redução foi menor, passando de 49 por cento para 42,6 por cento, mantendo uma assimetria preocupante.
Os dados foram apresentados em conferência de imprensa pela administradora do INE, Teresa Spínola, apontam para uma persistência de níveis elevados nas zonas rurais.
“A fecundidade reduziu, mas ainda persistem desafios relacionados com as raparigas residentes nas áreas rurais", afirmou Teresa Spínola.
A propósito, apontou a província do Bengo como uma das regiões que requerem maior atenção das autoridades.
Conforme os dados, o outro indicador considerado crítico revela que a proporção de mulheres expostas a mensagens sobre planeamento familiar caiu de 79 por cento, em 2015-2016, para 59,1 por centro no período 2023-2024.
Neste sentido, a administradora do INE defendeu o reforço das políticas públicas, maior intervenção da sociedade civil e o incentivo à permanência das raparigas no sistema de ensino, associado ao acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva.
Por sua vez, o secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, considerou os resultados um sinal de progresso, mas defendeu a continuidade dos investimentos em educação, saúde e protecção social para a eficácia das políticas voltadas aos grupos mais vulneráveis.
Enquanto a coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas em Angola, Amanda Mukwashi, sublinhou que a redução é encorajadora, contudo alertou que o problema está directamente associado à pobreza, à falta de acesso à educação e à desigualdade de género nas comunidades rurais.
Já a representante da Coordenadora Residente das Nações Unidas em Angola, Denise António realçou que os estudos são lançados num momento em que o país regista avanços significativos na promoção dos direitos e das oportunidades para mulheres e raparigas.
Denise António salientou que, entre os principais destaques apresentados nos relatórios, está a redução da gravidez na adolescência, um indicador social sensível que impacta directamente o futuro das raparigas e a sustentabilidade demográfica do país.
A representante do PNUD realçou que este resultado positivo não é uma conquista isolada, mas sim o reflexo directo das políticas públicas estruturantes implementadas pelo Executivo angolano nos sectores da Saúde e da Educação.
Impacto positivo das políticas públicas
A secretária de Estado para a Acção Social, Dina Mayiomona, afirmou que os resultados dos relatórios apresentados reflectem o impacto positivo das políticas públicas e dos programas executados nos sectores da Educação, Saúde, Protecção Social e fortalecimento comunitário.
Ao discursar no acto de encerramento do evento, a governante frisou que a produção de estatísticas de qualidade é indispensável para fundamentar decisões políticas, orientar a afectação de recursos e aperfeiçoar as acções do Estado.
Na ocasião, reiterou o compromisso do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU) em reforçar a prevenção multissectorial, com vista a garantir a permanência das raparigas no sistema de ensino e proporcionar-lhes melhores oportunidades de desenvolvimento.
Elaborados e lançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), os relatórios sobre “Género” e “Fecundidade na Adolescência” apontam para uma diminuição no acesso a mensagens de planeamento familiar.
Os dados revelam que a exposição a este tipo de informação caiu de 79 por cento em 2015/2016 para uma variação entre 66,3 e 59,1 por cento no inquérito mais recente.MEL/DP




