Huambo - Os participantes das 7ª Jornadas Científicas do Centro de Medicina Física e Reabilitação Princesa Diana defenderam, esta sexta-feira, o reforço do investimento no sector, para a produção de matéria-prima ortopédica no País, com na humanização dos serviços.
Huambo - Os participantes das 7ª Jornadas Científicas do Centro de Medicina Física e Reabilitação Princesa Diana defenderam, esta sexta-feira, o reforço do investimento no sector, para a produção de matéria-prima ortopédica no País, com na humanização dos serviços.
No comunicado final do evento, decorrido em dois dias no auditório da instituição, localizada no bairro Bomba Alta, periferia da cidade do Huambo, realçaram que a aquisição de materiais ortoprotésicos tem sido uma das principais preocupações das instituições de reabilitação física no País, devido aos custos elevados e aos atrasos no fornecimento.
O centro produz, em média, 60 próteses, 250 ortóteses, 500 muletas e monta 100 cadeiras de rodas/mês, para além de outros dispositivos essências para reabilitação física de crianças e adultos.
Consideraram que as pessoas amputadas necessitam de próteses durante toda a vida, cuja substituição depende do crescimento, alterações de peso e desgaste dos equipamentos, daí a necessidade da disponibilidade imediata de material.
Recomendaram a necessidade do reforço da formação dos profissionais das áreas técnicas, de gestão e atendimento, para melhorar a qualidade dos serviços e responder às necessidades dos utentes.
A directora-geral do Centro de Medicina Física e de Reabilitação de Luanda, Armanda da Conceição, disse que a dependência das importações dificulta o acesso a serviços, aliado à distância que muitos utentes percorrem.
Considerou a reabilitação física como uma área essencial para a saúde e a continuidade dos cuidados, sobretudo, para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Disse que Centro de Medicina Física e de Reabilitação de Luanda atende, em média, mil 500 pessoas/mês, dos quais perto de 900 praticam fisioterapia, terapia ocupacional, da fala e de ortoprotésia, muitos dos quais vítimas de acidentes de viação.
Apontou como desafios da unidade sanitária pública a expansão e modernização dos serviços, a substituição de equipamentos e a especialização dos profissionais.
A directora-geral do Centro Ortopédico do Lubango (Huíla), Ana Paula da Silva, valorizou a realização das jornadas científicas, por produzir conhecimentos e troca de experiências entre profissionais, com foco no progresso desta área de saúde.
Disse que atendem, em média, 40 e 60 pacientes/dia, com patologias como deformidades dos pés e da coluna, lombalgia, artrites, doenças neurológicas, acidentes vasculares cerebrais, paralisia cerebral infantil e atraso do desenvolvimento psicomotor.
Reconheceu a melhoria das infra-estruturas, para além da capacitação contínua dos profissionais como desafios da instituição no Lobango, província da Huíla.
As 7.ª Jornadas Científicas contaram com a participação de especialistas de Cuba, Espanha, França e Portugal e Espanha, para além de profissionais de várias províncias de Angola, com o objectivo de promover a partilha de conhecimentos, a troca de experiências e a procura de soluções para os desafios da reabilitação física no país.
Fundado em 1979, como Centro Ortopédico da Bomba Alta, é uma unidade especializada em Medicina Física e Reabilitação, vocacionada para a assistência e recuperação de pacientes com limitações físicas.
A unidade foi reinaugurada a 27 de Setembro de 2019 e adoptou a actual designação em homenagem à Princesa Diana, da monarquia britânica, que visitou o Huambo em 1997, numa acção de sensibilização internacional sobre as consequências das minas terrestres em Angola. MLV/JSV/ALH




