Talatona - Cinco instituições públicas de investigação científica e desenvolvimento foram abrangidas pelo mapeamento realizado pela Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDECIT), no âmbito do programa Diálogos União Europeia–Angola.
Talatona - Cinco instituições públicas de investigação científica e desenvolvimento foram abrangidas pelo mapeamento realizado pela Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDECIT), no âmbito do programa Diálogos União Europeia–Angola.
O mapeamento está inserido num processo preparatório de avaliação e acreditação com início em 2027.
A informação foi avançada, esta terça-feira, em Luanda, pela chefe do Departamento de Avaliação e Acreditação das Instituições de Investigação Científica e Desenvolvimento da FUNDECIT, Irene Nacolo Moisés, à margem do seminário final do projecto.
Na ocasião, a responsável explicou que o trabalho incidiu sobre instituições já reconhecidas pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI).
Entre as instituições abrangidas constam os institutos de Investigação Agronómica (IIA) e de Investigação Veterinária (IIV) da província do Huambo, enquanto em Luanda, foram incluídos o Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), o Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS) e o Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Marinha (INIPM).
Segundo Irene Nacolo Moisés, o mapeamento permite conhecer a realidade e a capacidade das instituições de investigação científica, identificar necessidades e estabelecer mecanismos para melhorar o seu funcionamento, bem como adequá-los aos padrões definidos para o futuro processo de avaliação e acreditação.
A responsável informou que, apesar do encerramento do projecto, a FUNDECIT dará continuidade ao trabalho através de acções de formação e sensibilização dirigidas a investigadores e gestores das instituições, tendo em vista a preparação para a aplicação prática do novo quadro regulamentar.
Destacou, neste âmbito, o Decreto Executivo n.º 100/2026, relativo à avaliação e acreditação das instituições de investigação científica e desenvolvimento, cuja aplicação está prevista para 2027.
Por sua vez, o representante da delegação da União Europeia em Angola, XisMeziolu, considerou a avaliação e acreditação, segundo padrões internacionais, um passo importante para o reforço do sistema científico e tecnológico do país.
Para o responsávelda UE, isso vai permitir às instituições melhorar as condições de acesso a financiamento, estabelecer parcerias e participar em projectos internacionais, além de prestarem serviços ao sector privado.
O programa Diálogos União Europeia -Angola, desenvolvido neste segmento em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia de Portugal (FCT), resultou de uma candidatura conjunta apresentada ao quarto convite do programa.
Durante cerca de um ano e meio, foram realizadas acções de mapeamento, formação e preparação de instrumentos destinados a apoiar a implementação do sistema de avaliação e acreditação das instituições de investigação científica e desenvolvimento em Angola.
O seminário final foi promovido pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), através da FUNDECIT.GIZ/DP




