Lubango - Três mil e 100 carteiras escolares das 52 mil 413 previstas iniciaram a ser distribuídas, esta semana, pelo Gabinete Provincial da Educação da Huíla, com vista à redução do défice de mobiliário nas instituições de ensino.
Lubango - Três mil e 100 carteiras escolares das 52 mil 413 previstas iniciaram a ser distribuídas, esta semana, pelo Gabinete Provincial da Educação da Huíla, com vista à redução do défice de mobiliário nas instituições de ensino.
As carteiras recebidas já começaram a ser distribuídas pelos municípios, com prioridade para as escolas do ensino primário e algumas instituições do I ciclo, onde se registam maiores carências.
Em declarações à ANGOP, no Lubango, o director do Gabinete Provincial da Educação, Fernando Sakolela Sakanhe, informou que as restantes carteiras deverão chegar à província até Dezembro deste ano.
O responsável explicou que a distribuição seguirá as necessidades identificadas pelos municípios, com prioridade para as escolas que apresentam maior insuficiência de mobiliário.
Sem apresentar dados, reconheceu que o roubo de carteiras continua a constituir uma preocupação em algumas instituições, sobretudo, nas comunidades sem segurança permanente.
Para inverter a situação, disse que a instituição pretende reforçar a cooperação com as administrações municipais e os órgãos de defesa e segurança, com vista à recuperação do material furtado.
Segundo o responsável, mediante autorização das autoridades competentes, poderão ser realizadas acções para localizar e recuperar carteiras retiradas das instituições escolares.
O director defendeu também a atribuição de orçamento próprio às escolas, de modo a permitir a contratação de empresas especializadas em segurança.
Explicou que várias instituições enfrentam dificuldades para assegurar o pagamento de agentes de vigilância, sobretudo quando recorrem a trabalhadores singulares.
Afirmou que o sector recebeu, no último fim-de-semana, decretos que formalizam a criação e recriação de várias instituições de ensino na província, uma medida que poderá facilitar a inscrição das escolas no Orçamento Geral do Estado (OGE), sobretudo, aquelas recentemente construídas e entregues nas centralidades.
Referiu que algumas dessas instituições ainda não possuíam existência jurídica formal, situação que dificultava a sua inclusão no orçamento, daí que com esta situação regularização o Gabinente da Educação poderá avançar com os procedimentos necessários para a inscrição das escolas no OGE.
O responsável acredita que a atribuição de orçamento próprio permitirá melhorar a segurança e reforçar a protecção do património escolar.
Sobre a antiga Brigada Escolar, criada no âmbito da cooperação entre a Educação e a Polícia Nacional, disse não possuir informações precisas sobre o actual funcionamento da estrutura.
Porém, realçou o contributo do policiamento de proximidade na redução de roubos, violações e outras ocorrências nas comunidades onde funcionam as instituições escolares.
Afirmou que a presença da Polícia Nacional melhorou a segurança em várias zonas consideradas vulneráveis, após comunicação das direcções escolares às esquadras locais. JT/ALH




