O governador provincial da Huíla, Nuno Mahapi Dala, garantiu terça-feira “toda a assistência necessária” aos seis sobreviventes e às famílias das 14 vítimas mortais do acidente de viação ocorrido segunda-feira, na aldeia de Bembér, município do Quipungo.
O acidente ocorreu na Estrada Nacional 280 (EN-280), quando um táxi colectivo com 20 passageiros a bordo se despistou e colidiu contra uma ponte, incendiando-se logo em seguida.
Numa nota de imprensa enviada ao Jornal de Angola, Nuno Mahapi Dala manifestou profunda consternação pelo acidente e endereçou condolências às famílias das vítimas.
O governador orientou as autoridades locais a prestarem o apoio necessário às famílias enlutadas e apelou à população para manter a serenidade. Aos automobilistas, o governante recomendou maior responsabilidade e prudência durante a condução.
Feridos
Entre os seis sobreviventes, está Hortência Natividade Ambali, que viajava com o noivo. Os dois tinham saído do Lubango com destino à Matala, de onde pretendiam seguir para Capunda Cavilongo, onde deveriam realizar os testes de ingresso na Função Pública.
A jovem contou que a viagem decorria normalmente até à passagem por uma ponte, quando a viatura embateu nas estruturas laterais e, pouco depois, começou a arder. Perante as chamas, os passageiros procuraram desesperadamente uma saída. Hortência conseguiu escapar por uma janela e saltou para o capim, tendo depois caminhado em busca de ajuda, apesar das queimaduras de segundo e terceiro graus que sofreu.
Outro sobrevivente relatou que só conseguiu escapar após populares partirem um dos vidros e uma das portas para resgatar os passageiros. O jovem sofreu uma fractura na perna esquerda, queimaduras no braço e outras escoriações.
O chefe do Banco de Urgência do Hospital Central do Lubango, Zeferino Ferramenta, confirmou a recepção de seis sobreviventes transferidos do Hospital Municipal da Matala, sendo cinco homens e uma mulher.
“A maioria apresentava politraumatismos associados a queimaduras extensas de segundo e terceiro graus, cobrindo mais de 50% da superfície corporal”, detalhou o médico.
De acordo com o especialista, parte dos pacientes foi internada na unidade de queimados, enquanto os restantes permanecem sob observação no Banco de Urgência.
Dos seis sobreviventes, dois já receberam alta médica, enquanto quatro continuam internados em tratamento.
O Departamento de Medicina Legal deu início, ontem, ao processo de identificação das vítimas mortais. O elevado estado de carbonização dos corpos tem dificultado o reconhecimento visual, tornando os exames forenses indispensáveis antes da entrega dos restos mortais às respectivas famílias.




