Governo de Benguela reage ao protesto dos sinistrados com promessa de mais de 700 casas

A província de Benguela registou esta quarta-feira, um clima de tensão, com uma manifestação realizada pelos sinistrados das cheias de Abril, abrigados provisoriamente no parque do campismo.
Segundo os populares, a manifestação com destino ao Palácio da Província visa contestar as condições em que vivem nas tendas do Novo Campismo.
“Nós só queremos que nos tirem das tendas e nos medem num lugar com conforto porque não somos culpados má governação que forçou o rompimento do dique do rio e nos deixou sem casas. Todos os dias assistimos que receberam 20 ou 50 toneladas de ajuda, mas aqui nos sofremos muito, não há comida para todos, temos de comer só um pouquinho e amargar o sinto como se diz na gíria”, disseram visivelmente agastados com as condições de vida no centro de acolhimento.
Em reacção, a vice-governadora para o Sector Político e Social, Cátia Cachuco, disse que as autoridades de Benguela aguardam pela conclusão do pacote do projecto de mais de 700 residências anunciado pelo Governo Central, num Decreto Presidencial que autoriza uma verba de mais de 35 mil milhões de kwanzas para o efeito.
A governante garante que passou a fase emergencial, e que nesta altura o governo da província trabalha para o reassentamento das famílias, embora não avance um horizonte temporal para a conclusão do processo.
Referir que as cheias do transbordo do rio Cavaco de 12 de Abril deixaram mais de 31 mil famílias, e já regressaram as suas habitações mais de 2 mil.


