Um grupde 116 famílias que residiam em zonas de risco na província do Cunene está a ser transferido para o bairro Ongwe, nos arredores da cidade de Ondjiva.
A acção está integrada no Programa de Reassentamento das Populações Afectadas pelas Inundações. O vice-governador para os Serviços Técnicos e Infraestruturas, Cláudio Kondjasili, sublinhou, ontem, que a iniciativa põe fim a um período difícil imposto pelas cheias, abrindo uma nova etapa de estabilidade e dignidade social. Cláudio Kondjasili explicou que, além dos lotes legalizados, cada agregado recebeu um kit de autoconstrução composto por chapas, portas, janelas, barrotes e pregos. De acordo com o governante, o plano habitacional será concluído de forma gradual, estando já projectadas áreas para a edificação de escolas, um centro de saúde, uma esquadra policial e a extensão das redes públicas de água e electricidade. O responsável aproveitou o acto para deixar um alerta contundente à comunidade: os terrenos disponibilizados passam a constituir património definitivo e intransmissível das famílias, estando terminantemente proibida a sua venda ou cedência a terceiros. Cláudio Kondjasili sublinhou que a fiscalização administrativa será rigorosa para impedir a especulação imobiliária com reservas fundiárias do Estado. Em representação dos moradores, Ana Manuel agradeceu o apoio governamental e lembrou o drama dos que viram os seus bens destruídos pela força das águas. A porta-voz referiu que o reassentamento devolve a dignidade e a esperança a quem perdeu tudo nas últimas enxurradas que assolaram a província do Cunene.




