Talatona – O secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva, defendeu, esta terça-feira, em Luanda, a implantação progressiva dos mecanismos de avaliação externa e acreditação das instituições de Investigação e Desenvolvimento (I&D), com vista a intensificar a qualidade e sustentabilidade do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI).
Talatona – O secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva, defendeu, esta terça-feira, em Luanda, a implantação progressiva dos mecanismos de avaliação externa e acreditação das instituições de Investigação e Desenvolvimento (I&D), com vista a intensificar a qualidade e sustentabilidade do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI).
O responsável teceu estas afirmações na abertura do seminário final do projecto “Construindo instituições de I&D sustentáveis e atractivas: O potencial transformativo dos processos de avaliação”, promovido pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), através da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDECT).
Segundo Eugénio da Silva a avaliação institucional deve ser entendida como um instrumento de aprendizagem, planeamento e melhoria contínua, para permitir às instituições identificar as suas capacidades e limitações, para adoptar medidas que elevem o desempenho.
Disse ainda que o processo não deve ser encarado apenas como uma exigência administrativa ou mecanismo de identificação de falhas, tendo em conta que os critérios de avaliação devem ser rigorosos e transparentes, mas adequados à missão, dimensão, áreas científicas e realidade de cada instituição.
Acrescentou que a qualidade da investigação não deve ser medida apenas pelo número de publicações, mas sim pelo impacto social, a inovação, a formação de investigadores e a contribuição para as políticas públicas.
Realçou, igualmente, a necessidade de instituições de investigação sólidas, eficientes e orientadas para resultados, dotadas de boa governação, recursos humanos qualificados, infra-estruturas adequadas, financiamento sustentável e sistemas eficazes de gestão.
Nesta senda, defendeu ainda a melhoria das condições para atrair e reter investigadores, sobretudo jovens, bem como o incentivo ao regresso de quadros angolanos e o fortalecimento da ligação com a diáspora científica.
Considerou igualmente indispensável assegurar mecanismos de ética, transparência e integridade científica.
Para o governante, o desafio passa agora dos documentos para a prática, das recomendações para as decisões e das decisões para os mecanismos.GIZ/DP




