Greve de taxistas: cidadãos queixam-se da falta de transporte para chegar ao local de trabalho

A cidade de Luanda amanheceu esta segunda-feira, 28, com filas extensas nas paragens e reclamações generalizadas por parte dos cidadãos, devido a escassez de táxis, resultante do início da greve anunciada pelos taxistas filiados à Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA), para os dias 28, 29 e 30 de Julho.
Em zonas como Cazenga, Viana, Golf 2, Quintalão do Petro, Benfica, Rocha Pinto e Talatona, a circulação de táxis foi bastante reduzida ou quase inexistente. A consequência foi o aglomerado de passageiros, atrasos em massa e um aumento significativo da procura por meios alternativos como mototáxis e viaturas privadas.
Uma cidadã apanhada numa longa fila no São Paulo, desabafou ao Correio da Kianda:
“É frustrante. Sabíamos que podia haver greve, mas não esperávamos essa confusão toda. Não há clareza sobre quem está a aderir ou não”, lamentou.
Por seu lado, Carlos Manuel, taxista, explicou por que decidiu parar:
“As condições de trabalho estão cada vez mais difíceis. O que ganhamos mal dá para o combustível e ainda somos pressionados nas contas diárias. O protesto é legítimo”, disse
Entre as principais reivindicações constam o reajuste das contas diárias de táxi, a revisão do mapeamento de rotas e maior diálogo entre os órgãos de gestão local e as associações do sector.


