Higino Carneiro defende castração química para crimes de violência sexual

O general e político angolano, Higino Carneiro, manifestou-se sobre o recente caso de violência sexual da menina Belma, que abalou a opinião pública em Luanda, e defendeu a revisão urgente do quadro jurídico nacional para incluir medidas punitivas mais severas, entre elas a castração química para agressores sexuais.
Em comunicado divulgado no seu perfil do Facebook, Higino Carneiro expressou solidariedade à família da vítima e condenou o episódio, classificando-o como um “acto bárbaro” que ameaça a dignidade humana e mina o futuro das crianças em Angola.
“Nunca é demais reiterar a necessidade de, juntos, avaliarmos a aplicação da castração química no nosso ordenamento jurídico, como medida dissuasora e punitiva capaz de inibir tais acções malévolas”, afirmou o político que reforça que a resposta do Estado deve corresponder à gravidade do crime.
Para o general, a violência sexual contra menores representa uma ferida profunda que ultrapassa o sofrimento individual.
“Não só mutilam a infância como comprometem gravemente o futuro de uma Nação”, lê-se.
A posição pública de Higino Carneiro, surge num momento de intensa mobilização social, marcado por protestos e apelos à responsabilização exemplar dos envolvidos em recentes casos de abuso, reacende o debate sobre a eficácia das penas actuais e a protecção de menores no país.



