Homenagem ao soldado desconhecido marca celebração do dia dos mártires da repressão colonial

Foi depositado hoje, 04, uma coroa de flores pelo governador da província de Malanje, Marcos Nhunga, ao túmulo do Soldado Desconhecido, como sinal de reconhecimento por aqueles que tombaram na batalha que teve início a 4 de Janeiro.
A cerimónia contou, também, com a presença do ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos Liberdade e de várias entidades proeminentes daquela província que, a seguir ao governador, também depuseram as suas coras de flores como símbolo de honra pelos mártires da repressão colonial.
O especialista em ciência política, Eurico Gonçalves, defendeu a necessidade de transmissão geracional dos marcos históricos de Angola, como sinal de valorização e preservação dos factos e passagem dos acontecimentos a nova geração.
“A transmissão de conhecimento entre as gerações não se limita ao simples acto educativo, mas sim ao convite a compreensão e reconciliação com o passado”, sublinhou.
Eurico Gonçalves apela igualmente ao maior compromisso das instituições e da sociedade na preservação da consciência crítica e reconhecimento do valor de cada experiencia humana.
Vale recordar que foi a 4 de Janeiro de 1961, na Baixa de Cassange, que um grupo de trabalhadores protestou massivamente contra a cultura forçada de algodão e exploração colonial, marcando um dos primeiros grandes levantes contra o colonialismo português.
Como o palco da revolta, a província de Malanje acolhe, este domingo, o acto central, subordinado ao lema: “Honrar os Mártires da Repressão Colonial é Manter Viva a Nossa História”.



