Lubango - Vinte e três mil casos de hipertensão arterial foram registados na Huíla, no primeiro semestre deste ano, dos quais 10 mil afectaram pessoas dos 25 aos 49 anos de idade, números que as autoridades sanitárias consideram de preocupantes.
Lubango - Vinte e três mil casos de hipertensão arterial foram registados na Huíla, no primeiro semestre deste ano, dos quais 10 mil afectaram pessoas dos 25 aos 49 anos de idade, números que as autoridades sanitárias consideram de preocupantes.
Comparativamente ao igual período anterior, houve um aumento de quatro mil casos, revelou hoje, segunda-feira, à ANGOP, no Lubango, a chefe do Departamento de Saúde Pública, Kama Sandra Chimuco, por ocasião do Dia Mundial do Coração (29 de Setembro).
A responsável considerou de “preocupante” o crescimento da hipertensão entre os jovens, apesar de a doença atingir com maior frequência em pessoas com 50 ou mais anos.
Referiu que só no hospital central do Lubango, Dr. António Neto, foram registados em Agosto último três mil e 500 casos de hipertensão arterial, com maior incidência na população acima dos 50 anos.
Assinalou que os serviços de saúde registaram, igualmente casos de diabetes mellitus tipo 2 e Acidente Vascular Cerebral (AVC), doenças que podem comprometer o coração, cérebro, rins e outros órgãos.
Kama Chimuco alertou que a hipertensão pode evoluir durante longo período sem apresentar sintomas, razão pela qual é conhecida como “assassina silenciosa”.
Defendeu, por isso, a medição regular da pressão arterial como uma das formas mais simples de conhecer o estado de saúde e identificar prematuramente possíveis alterações.
A prevenção, segundo a responsável, passa pela adopção de uma alimentação equilibrada, redução do consumo excessivo de sal, abandono do tabaco, moderação das bebidas alcoólicas, prática regular de actividade física e manutenção do peso adequado.
Para os pacientes com hipertensão, diabetes ou outras doenças crónicas, recomendou o cumprimento da medicação prescrita e o acompanhamento regular nas unidades sanitárias.
Na ocasião, apelou à população para reconhecer sinais de alarme, como dor ou pressão forte no peito, dificuldade súbita de respirar, perda de força ou sensibilidade num lado do corpo, alteração da fala, desvio da boca e perda súbita de consciência.
A responsável sublinhou que o aumento de doenças cardiovasculares entre jovens e o recurso frequente aos serviços de urgência por pessoas com mais de 50 anos exigem maior atenção à prevenção.
A efeméride foi criada em 1999 pela Federação Mundial do Coração em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), com a finalidade de alertar para a prevenção e o controlo das doenças cardiovasculares, que continuam a ser a principal causa de morte em todo o mundo, pois estima-se que até 80% das mortes prematuras por problemas cardíacos e AVC possam ser evitadas. JT/MS




