A construção do futuro Hospital Materno-Infantil da Huíla vai contribuir para a redução das transferências de pacientes para Luanda e reforçar a capacidade da província para o tratamento de casos maternos, obstétricos e pediátricos de elevada complexidade, afirmou, ontem, no Lubango, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.
A governante falava durante uma visita de constatação à empreitada, que regista mais de 40 por cento de execução física. Na ocasião, destacou que a nova unidade sanitária vai permitir à província da Huíla dispor de serviços especializados actualmente inexistentes ou escassos na região. Com capacidade para mais de 200 camas, o hospital vai contar com cinco salas de Bloco Operatório, o que possibilitará a realização simultânea de igual número de cirurgias, além de serviços de ressonância magnética e exames complementares de diagnóstico. A unidade sanitária terá, igualmente, áreas de Cuidados Intensivos para adultos e crianças, bem como um serviço especializado de Neonatologia — valências consideradas fundamentais pela ministra para o atendimento de pacientes em situação de elevada complexidade. Sílvia Lutucuta reconheceu que a empreitada regista algum atraso, mas garantiu que o Ministério da Saúde vai trabalhar com o empreiteiro e a fiscalização para identificar soluções capazes de acelerar o ritmo de execução das obras. Entre as medidas previstas está o reforço da força de trabalho, com a previsão de mobilização de dois mil trabalhadores por dia, podendo o efectivo atingir os três mil, incluindo profissionais especializados.A ministra informou que a meta é concluir a infra-estrutura até ao final deste ano, apesar do volume de trabalho que ainda falta executar. “O futuro Hospital Ma-terno-Infantil da Huíla deverá assumir-se como uma referência na assistência ma-terno-infantil na província e na região Sul do país, sobretudo no tratamento de casos que necessitem de intervenção cirúrgica e cuidados especializados”, afirmou. Enfermeiros iniciam estágio em Infectologia no Brasil Um grupo de 51 enfermeiros angolanos participa, desde terça-feira, num estágio em Infectologia, na Universidade Federal de São Paulo, Brasil. A formação, com duração de três meses, faz parte de um programa do Ministério da Saúde, por meio do Instituto de Especialização em Saúde (IES) e da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (UIP-PFRHS), somando até ao momento 151 profissionais que realizam estágios-práticos no Brasil, de um total de 203 previstos até Novembro deste ano. De acordo com o gestor técnico do projecto, Job Monteiro, a formação especializada representa uma das dimensões fundamentais da estratégia do sector para fortalecer a capacidade técnica do Serviço Nacional de Saúde. O responsável acrescentou que a especialização em Infectologia vai permitir reforçar as competências dos profissionais, de modo a contribuir para a prevenção, diagnóstico, tratamento e controlo das doenças infecciosas.




