Benguela – Um hospital especializado em doenças pulmonares vai ser construído, no prazo de 12 meses, no município da Baía Farta, província de Benguela, com o objectivo de reforçar o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes com doenças do foro respiratório.
Benguela – Um hospital especializado em doenças pulmonares vai ser construído, no prazo de 12 meses, no município da Baía Farta, província de Benguela, com o objectivo de reforçar o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes com doenças do foro respiratório.
Avaliada em 1.988.799.697,98 Kwanzas, a futura unidade hospitalar terá capacidade para 120 camas e será implantada numa área de dois hectares, onde serão construídos diversos blocos e estruturas de apoio.
Segundo o director do Gabinete Provincial da Saúde de Benguela, Manuel Cabinda, o projecto contempla um bloco administrativo, que albergará a Secretaria-Geral e os gabinetes dos directores-geral, clínico, pedagógico e científico.
Na parte posterior do bloco administrativo será instalada a área de ensino e investigação, com um auditório e várias salas de aulas destinadas à formação contínua dos profissionais de saúde.
O responsável explicou que a unidade contará igualmente com dois blocos adjacentes, sendo um de apoio clínico, que integrará o laboratório de análises clínicas e a área de imagiologia, equipada para a realização de exames de raio-X, ecografia, entre outros.
O segundo bloco será destinado ao atendimento de pacientes, incluindo os serviços de urgência e consultas externas para doentes que não apresentem situações graves.
O hospital terá ainda uma área específica para o atendimento e tratamento de doenças infecciosas, bem como espaços destinados a pacientes com outras patologias do foro respiratório.
De acordo com Manuel Cabinda, o projecto prevê também um bloco operatório com duas salas cirúrgicas, destinado à realização de procedimentos que exijam intervenção cirúrgica em pacientes com doenças pulmonares.
A unidade contará igualmente com cinco blocos de internamento, destinados ao tratamento de pacientes com tuberculose, pneumonia e outras doenças respiratórias.
“Não vamos internar apenas pacientes com tuberculose, mas também pacientes com pneumonia e outras doenças, porque estamos a falar de doenças pulmonares, que constituem a segunda maior causa de internamentos na província de Benguela, depois da malária”, explicou.
Sistema de pressão negativa
Nos casos de doenças infecciosas, particularmente a tuberculose, as salas de internamento serão equipadas com sistemas de pressão negativa, destinados a reduzir o risco de transmissão de agentes infecciosos.
Segundo o director, o sistema permitirá que o ar circule das áreas externas para o interior das salas, evitando a sua saída para os corredores.
Posteriormente, o ar será tratado por uma unidade instalada na parte superior do edifício, antes de ser libertado para o exterior.
O hospital terá ainda uma área de apoio aos pacientes, com serviços de terapia ocupacional e recepção de visitantes, além de espaços verdes destinados à humanização dos cuidados e ao conforto dos doentes e seus familiares.
A infra-estrutura contará igualmente com uma zona social e habitacional para o pessoal em serviço, refeitório, lavandaria, farmácia, armazéns, sistema de tratamento de água, produção de gases medicinais e morgue.
Construção em duas fases
Manuel Cabinda informou que a construção será executada em duas fases, sendo que a primeira contemplará 60 camas e incluirá o bloco administrativo, áreas de urgência, apoio clínico e a primeira parte dos internamentos, incluindo as salas equipadas com sistema de pressão negativa.
A segunda fase será destinada à construção das restantes 60 camas na área de internamento.
“Com esta unidade vamos dar resposta àquilo que é a segunda maior procura pelos nossos serviços de saúde”, afirmou o responsável.
Os serviços de saúde da província de Benguela diagnosticaram, no primeiro semestre de 2026, cerca de 60 mil casos de doenças do foro respiratório. JM/CRB




