A criação de um sistema nacional de Saúde mais moderno e diferenciado tem sido, para o secretário de Estado para Área Hospitalar, o principal alicerce do hospital Pedro Maria Tonha “Pedalé”, que, em 12 meses, respondeu às necessidades de 10.922 doentes.
Leonardo Inocêncio disse, durante as celebrações do primeiro aniversário do complexo hospitalar, que a unidade sanitária conseguiu cuidar da população, por meio de equipas humanizadas, com equipamentos tecnológicos de ponta.
Para o secretário de Estado, áreas como os Serviços de Neurorradiologia e de Cirurgias de Alta Precisão, feitas de forma minimamente invasivas, ajudaram a reduzir, significativamente, as transferências para o exterior e tornar a reversão da junta nacional de Saúde uma realidade.
A reversão da junta nacional, explicou, é um dos grandes objectivos do Plano Nacional de Desenvolvimento 2023/2027. Para tal, garantiu, o Ministério da Saúde está a criar condições para a realização, no país, de várias cirurgias complexas, inclusive para a realização de transplantes.
“Queremos criar um complexo hospitalar forte na prestação de cuidados de saúde e, também, no campo da investigação científica, com capacidade para incorporar novas tecnologias aos serviços já existentes”, disse, além de apontar a qualificação permanente dos profissionais de Saúde como essencial neste processo.
Pelas conquistas obtidas em um ano, o secretário de Estado elogiou os profissionais da unidade sanitária. Em termos de equipamentos, salientou, o hospital possui materiais de última geração, entre os quais destaca a máquina de ressonância magnética 3 Tesla, a primeira a nível do país. “É um aparelho que tem servido de referência em exames complementares”, referiu, acrescentando que, se antes era comum fazer a transferência de pacientes para África do Sul, onde fariam os exames, hoje o quadro é completamente inverso.
Actualmente, continuou, devido à inversão do quadro, foi possível poupar mais de 3 milhões de dólares com a redução das transferências médicas, por meio do sistema nacional de Saúde. “É uma poupança que se reverte, não só para os cofres do Estado, mas na vida dos cidadãos. Agora podemos prestar os cuidados de saúde aos familiares de forma mais próxima”, frisou.
Os recursos poupados, prosseguiu, vão poder ser usados noutras prioridades a nível do sector da Saúde, incluindo na formação de recursos humanos, aquisição de equipamentos, para aumentar a capacidade diagnóstica, assim como a especialização de quadros.
“O complexo Pedalé tem sido, igualmente, a porta de entrada das vítimas de traumatismo a nível do país”, elogiou, recordando a assistência prestada nos grandes acidentes de viação registados nos últimos meses. “Vimos um vasto ecossistema de evacuação, no qual haviam suporte de vida avançado e serviço aéreo”, disse.
Reconhecimento
O director-geral do Complexo Hospitalar General de Exército, Pedro Maria António “Pedalé”, destacou ontem, em Luanda, a capacidade tecnológica diferenciada da instituição, que tem permitido diagnosticar e tratar várias patologias complexas.
Albano Eugênio adiantou que uma das áreas de destaque tem sido a ligada ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), de forma a diminuir o tempo de resposta aos pacientes. “Criamos a Via Verde do AVC, procurando organizar resposta rápida, coordenada e especializada”, disse.
No momento, prosseguiu, têm focado, também, na área de neurorradiologia de intervenção, para melhor tratar, dentro do país, determinadas patologias neurovasculares complexas, como o aneurisma cerebral, a malformação vascular, a fístula arteriovenosa, ou o AVC agudo isquémico, por meio de procedimentos de elevada complexidade.
“A presença dos nossos parceiros estratégicos e responsáveis das várias instituições públicas e privadas reitera a convergência dos esforços em torno de um ideal comum, a elevação e a continuação do Serviço Nacional de Saúde”, defendeu.
Ao longo desses 12 meses, contou, o hospital atendeu 10.922 doentes, realizou 11.879 consultas, entre as quais 1.002 cirurgias, e 58.256 exames laboratoriais.O aniversário, celebrado sobre o lema “Um ano a transformar a saúde angolana”, ficou marcado pela realização das Jornadas Científicas, cuja fase preparatória teve início na quarta-feira, 23, em Luanda, e permitiu aos técnicos actualizarem conhecimentos e trocar experiências em torno dos avanços e desafios no campo do diagnóstico e tratamento de doenças complexas.




