Chibia - Cento e vinte representantes de aldeias da Huíla e Namibe analisam desde hoje, quarta-feira, no município da Chibia (Huíla), mecanismos de resposta à pobreza multidimensional e estratégias para uma agricultura sustentável, no 26.º Encontro Inter-provincial das Comunidades.
Chibia - Cento e vinte representantes de aldeias da Huíla e Namibe analisam desde hoje, quarta-feira, no município da Chibia (Huíla), mecanismos de resposta à pobreza multidimensional e estratégias para uma agricultura sustentável, no 26.º Encontro Inter-provincial das Comunidades.
O evento promovido pela Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) constitui uma oportunidade para as comunidades apresentarem as suas preocupações, partilhar experiências e encontrar respostas para os principais desafios que enfrentam, segundo a directora dessa ONG NA Huíla e Namibe, Anastácia Tchilete.
Em entrevista à ANGOP, a margem do evento, Anastácia Tchilete destacou a importância de reforçar-se a participação das comunidades nos processos de discussão e acompanhamento das políticas públicas, sobretudo nas matérias relacionadas com a agricultura, desenvolvimento local e redução da pobreza.
Detalhou que o evento decorre sob o lema “Unidos e resilientes por uma agricultura sustentável”, e nele estão representantes comunitários, os governos provinciais da Huíla e do Namibe, administrações municipais, organizações da sociedade civil, autoridades tradicionais, entidades eclesiásticas, cooperativas agropecuárias e quadros da ADRA.
A avaliação das recomendações produzidas nos encontros realizados em 2025, acrescentou a entrevistada, permitirá verificar os avanços registados e identificar os aspectos que continuam a exigir intervenção das instituições e das próprias comunidades.
A directora da ADRA considerou importante a partilha de boas práticas comunitárias, por permitir que experiências desenvolvidas localmente sejam conhecidas e possam inspirar outras comunidades na procura de soluções para problemas comuns.
Explicou que no domínio da agricultura, o encontro com duração de um dia aborda estratégias de apoio à campanha agrícola 2026/2027, incluindo os principais desafios enfrentados pelos produtores e as condições necessárias para aumentar a capacidade produtiva das comunidades.
A previsão climática para os próximos seis meses constitui outro tema em análise, vai ter em conta a necessidade de as comunidades conhecerem antecipadamente as condições que poderão influenciar a actividade agrícola.
O programa inclui ainda orientações às cooperativas sobre organização contabilística e fiscal, com o objectivo de contribuir para uma melhor organização e funcionamento destas estruturas comunitárias.
Outro tema central está relacionado com a criação de mecanismos de sinergia entre comunidades e instituições para responder à pobreza multidimensional nas duas províncias.
Esse encontro é um espaço de diálogo entre comunidades, instituições públicas, organizações da sociedade civil e outros intervenientes, com vista à identificação de problemas e construção de respostas conjuntas.
Institucionalizado em 2000, a actividade anual consolidou-se como espaço de avaliação da intervenção social da ADRA na perspectiva das comunidades, na promoção da partilha de experiências de desenvolvimento local e o diálogo sobre políticas públicas.
A ADRA actua em Angola desde 1990, com intervenção centrada no fortalecimento das comunidades rurais e na promoção do desenvolvimento sustentável, com particular atenção às populações em situação de vulnerabilidade. BP/MS




