Lubango - Sete mil casos de mordeduras de animais domésticos foram registados de Janeiro até à presente data na Huíla, pelo Departamento de Saúde Pública, mais 400 ocorrências em relação ao período homólogo de 2025, nove dos quais resultaram em contaminação de raiva a humanos.
Lubango - Sete mil casos de mordeduras de animais domésticos foram registados de Janeiro até à presente data na Huíla, pelo Departamento de Saúde Pública, mais 400 ocorrências em relação ao período homólogo de 2025, nove dos quais resultaram em contaminação de raiva a humanos.
Os casos envolvem, sobretudo, mordeduras de cães vadios, situações que representam uma exposição ao vírus da raiva e devem ser avaliadas por profissionais de saúde.
Ao abordar o assunto, por ocasião do Dia Mundial da Raiva, a chefe do Departamento de Saúde Pública e Controlo de Endemias na Huíla, Kama Sandra Chimuco, apelou à população para reforçar os cuidados de prevenção e tratamento atempado para evitar à morte.
A responsável alertou que não se deve esperar pela revelação dos sintomas para procurar assistência médica, uma vez que a profilaxia pós-exposição pode evitar o desenvolvimento da doença.
Acrescentou que a necessidade de vacinação e o respectivo esquema devem ser determinados pelos profissionais de saúde, após avaliação do tipo de exposição e das condições do animal envolvido.
Assinalou que após o aparecimento dos sinais clínicos da raiva, não existe tratamento eficaz, sendo a doença fatal na maioria dos casos.
Kama Sandra Chimuco desaconselhou, igualmente o recurso a ervas, raízes ou outros tratamentos caseiros após a exposição, por considerar fundamental a avaliação imediata numa unidade sanitária.
Defendeu, igualmente, maior atenção às crianças, que devem ser orientadas a não provocar cães, brincar com animais desconhecidos ou aproximar-se deles, que assustados com comportamento anormal podem atacar as pessoas.
Sublinhou que a prevenção começa também pela vacinação dos cães, alimentação adequada e cuidados com este, bem como pela proibição da sua circulação livre pelas ruas.
O Dia Mundial da Raiva assinala-se a 28 de Setembro e, em 2026, tem como lema “Mais fortes juntos”, destacando a importância da cooperação entre os sectores da saúde humana e animal, autoridades, profissionais veterinários e comunidades na prevenção e eliminação da doença.
A efeméride visa reforçar a sensibilização sobre a prevenção da raiva, uma doença que causa cerca de 59 mil mortes por ano em todo o mundo e que apresenta uma letalidade próxima de 100 por cento depois do aparecimento dos sinais clínicos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende uma abordagem integrada para o controlo da doença, com destaque para a vacinação dos cães, vigilância, educação das comunidades e acesso atempado à profilaxia pós-exposição. JT/MS




