Moradores da comuna de Cassoneca, município de Catete, na província do Icolo e Bengo, pedem ajuda das autoridades para impedir a invasão de elefantes às zonas residenciais, que este ano vitimaram três pessoas, entre as quais uma criança.
Em declarações ao Jornal de Angola, os moradores alegam que os elefantes aparecem com maior frequência nos bairros Honga Nzele, Baixa Munjinga e Cabango, destroem casas e lavras, deixando famílias ao relento e sem produção agrícola.
Inês Domingos, moradora na zona da Baixa Munjinga, disse que teme pela vida devido ao aparecimento frequente de elefantes e o perigo que a situação representa.
A camponesa referiu que, nos últimos dias, os animais aparecem com as crias, destroem a produção agrícola e invadem as moradias de chapa e pau a pique. “Eu e os colegas apelamos às autoridades competentes para que encontrem uma solução para este problema, pois estamos inseguros nessa região”, disse, para acrescentar que perdeu mais de 10 hectares de batata-doce, mandioca, milho e feijão macunde cultivado.
O presidente da Comissão dos Moradores da Aldeia de Quimdambiri, João Francisco, disse que os animais saem da zona do Cambembeia, na comuna de Calomboloca, a mais de 10 quilómetros das zonas onde causam prejuízos às famílias e camponeses.
Segundo João Francisco, o facto acontece há três anos, é do conhecimento das autoridades, que, até ao momento, não tomaram nenhuma medida.
O responsável explicou que os cidadãos evitam tomar medidas por conta própria pelo facto de o elefante ser um animal a ser preservado. “Uma equipa do Ministério da Agricultura e Florestas informou como podemos evitar os ataques de elefantes, mas só isso não basta porque continuamos a ser prejudicados. Precisamos da intervenção urgente das autoridades”, lamentou.




