O Presidente do Instituto Superior Politécnico Metropolitano de Angola (IMETRO), Zaqueu Zengo, apelou, esta sexta-feira, à comunidade académica para reforçar o compromisso com a qualidade da formação, o rigor e a integridade, defendendo que os diplomas devem corresponder a competências efectivamente adquiridas.
Ao discursar na abertura do novo ano académico, o responsável alertou para a necessidade de combater práticas como a venda de aprovações, a facilitação indevida de notas e a falsificação de documentos, considerando que a credibilidade do ensino superior depende da seriedade do processo de formação.
Na ocasião, o responsável desejou êxitos aos novos estudantes e aos que prosseguem a formação, incentivando-os a concluir os cursos, investir na aprendizagem contínua, dominar as novas tecnologias e desenvolver competências de comunicação e trabalho em equipa.
Universidade acolhe 6.500 estudantes no novo ano académico
A instituição conta, neste ano académico, com cerca de 6.500 estudantes, num período em que a avaliação institucional e a avaliação externa pelo INAES figuram entre os desafios do ensino superior, a par da realização de conferências e outras actividades científicas
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O presidente defendeu igualmente uma postura de maior exigência, justiça, profissionalismo e solidariedade por parte dos docentes, colaboradores e responsáveis académicos, sublinhando que Angola precisa de profissionais qualificados e de cidadãos preparados para responder às necessidades do país.
Na sua intervenção, reconheceu os desafios que os estudantes enfrentam perante um mercado de trabalho competitivo, mas encorajou-os a persistir na formação, a adquirir novos conhecimentos, a desenvolver iniciativas empreendedoras e a investir na leitura e no pensamento crítico.
Por sua vez, Benedito Paulo Manuel professor da mesma instituição, defendeu o reforço da investigação científica para melhorar o aproveitamento dos recursos naturais, sobretudo minerais.
Segundo o académico, o aumento da procura mundial de recursos minerais, impulsionado pelo desenvolvimento tecnológico, exige que Angola invista no conhecimento e na capacidade técnica para assegurar maior soberania sobre as suas riquezas.
O investigador apelou, por isso, ao envolvimento da comunidade académica na pesquisa e no desenvolvimento de modelos de exploração mineral ajustados aos desafios e às necessidades do país.




