INAC regista mais de 19 mil casos de violência contra criança nos primeiros 4 meses de 2026

O Instituto Nacional da Criança (INAC) registou, de Janeiro a Abril do ano em curso, mais de 19 mil casos de violência contra a criança, dando uma média de quatro mil e 800 casos por mês e mil e 215 casos por semana.
A informação foi avançada nesta quinta-feira, 04, em Luanda, pela porta-voz da instituição, Rosalina Domingos, que falava minutos antes do arranque do 3º Fórum de Proteção e Segurança da Criança, que decorre no anfiteatro do Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais, “Osvaldo de Serra Vandúnem”, na Avenida Fidel Castro Ruz.
A responsável sublinhou que o evento tem como propósito sensibilizar a comunidade internacional e a sociedade angolana, sobre o papel da sociedade na proteção e prevenção da violência contra a criança.
Ainda sobre os registos de casos que chegam até ao INAC, segundo a responsável, diariamente o INAC recebe cerca de 200 a 300 chamadas no 15015 e presencialmente, através do serviço de mediação e conciliação.
“Tivemos famílias, tanto pais como mães, que vêm reclamar sobre assistência à prestação de alimentos e as próprias crianças que também são vítimas de violência, que muitas ocorrem, tanto presencialmente como a linha telefônica ou outros mecanismos que nós temos de denúncia, como o portal dacrianca.gov.ao”, afirmou.
No que toca aos casos de abuso sexual, Rosalina Domingos disse que, durante o período em referência, foram registados mais de 400 casos em todo o país.
“Na verdade, os casos de abuso sexual, durante este período que tivemos referência, isto de Janeiro a Abril, foram um total de 495 casos de abuso sexual”, confirmou a porta-voz, acrescentando que a situação “preocupa-nos muito porque o abuso sexual é um crime que é praticado por pessoas, aquelas que lhes é atribuído o papel de garantir acesso às questões da criança”.
Referir que este fórum visa saudar o 4 de junho, Dia Internacional da Criança Inocente e Vítima de Violência, evento realizado em parceria com o instituto policial, em Luanda.


